Política

Audiência confirma prisões de Edvaldo Rosas e Pietro Harley na Penitenciária Média, em João Pessoa

Decisão foi dada durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira.




Audiência confirma prisão de Edvaldo Rosas e Pietro Harley na Penitenciária Média, em JP. Foto: Walter Paparazzo/G1

O ex-presidente estadual do PSB, Edvaldo Rosas, e o empresário Pietro Harley, serão encaminhados à Penitenciária Média Hitler Cantalice, em João Pessoa. A decisão veio durante a realização de uma audiência de custódia nesta quinta-feira (4), em João Pessoa. Eles foram presos na manhã desta quinta, durante a realização das 11ª e 12ª fases da Operação Calvário.

As investigações apontam que os acusados atuaram fraudando licitações, contratos e desviando recursos destinados à compra de livros, além de outros materiais para a Educação da Paraíba, durante a gestão de Ricardo Coutinho (PSB) como governador do estado.

Nestas novas fases da Operação Calvário deflagradas nesta quinta, o irmão do ex-governador, Coriolano Coutinho, teve um novo pedido de prisão decretado. Ele voltou para a mesma unidade prisional em dezembro do ano passado, acusado de descumprir medidas cautelares impostas pela justiça.

No total, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB) pede o ressarcimento de mais de R$ 3 milhões aos cofres públicos. Entre os crimes denunciados estão peculato, fraudes em licitações e corrupção.

A Operação Calvário tem por objetivo investigar a atuação de uma organização criminosa instalada no Governo do Estado e em prefeituras da Paraíba, desde o exercício de 2010, composta por organizações sociais, empresas comerciais e agentes públicos e políticos, que, por meio de contratações fraudulentas, obtinha recebimentos de propinas para se manter no poder.

De acordo com as investigações, contratos para aquisição de livros didáticos foram feitos pelas secretarias de Educação do Estado, no ano de 2014, e do Município de João Pessoa, no ano de 2013, nos valores de R$ 4,5 milhões e R$ 1,5 milhão, respectivamente. Destes, R$ 2,3 milhões eram destinados ao pagamento de propinas a agentes públicos e políticos.

Os repasses proporcionados pelas empresas contratadas eram captados sempre após a realização dos pagamentos pelo Estado, com percentuais que variavam entre 5% e 30%, a depender do produto ou material adquirido pelos órgãos públicos.


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