Política

Call centers devem trabalhar com 50% dos funcionários, recomenda MPT-PB

MPT solicitou que o governo tome medidas a partir desta quinta.




Divulgação

O Ministério Público do Trabalho (MPT) sugeriu que o Governo do Estado que orientem os call centers a operar com redução de 50% no número de funcionários, em regime de trabalho presencial, tomando por referência o quarto de pessoal que consta no Caged do último mês de fevereiro. A medida deve ser adotada no prazo de quinze dias, a contar da próxima quinta-feira (26), como forma de evitar mais contaminações pelo novo coronavírus (Covid-19).

Outra medida sugerida pelo MPT é não permitir o trabalho presencial de funcionários que tenham 60 anos ou mais de idade, que tenham histórico doenças respiratórias, que sejam gestantes ou que utilizem medicamentos imunossupressores.

De acordo com o MPT, manter o funcionamento normal dos locais coloca em risco a vida dos trabalhados internos, já que compromete a eficácia de distanciamento social. O cumprimento pleno e irrestrito de todas as recomendações de prevenção e controle para o enfrentamento do Covid-19 são expedidas pelas autoridades sanitárias competentes, inclusive a Organização Mundial de Saúde, alerta o MPT.

Ao final do prazo de 15 dias, as determinações seriam revistas para tomar possíveis novas medidas. Caso o Governo do Estado não entenda pela redução de 50%, qe pelo menos imponha a redução de 30% do contingente de trabalhadores em call center.

 

Call center

 

As duas maiores empresas de call centers do estado emitiram nota explicando quais procedimentos estão sendo adotados para garantir o bem estar e segurança dos seus funcionários.

A AeC informa que 50% dos colaboradores da Paraíba já estão trabalhando em regime de home office a fim de reduzir o número de pessoas no mesmo ambiente e aumentar o espaçamento entre os atendentes, dentre eles idosos, gestantes e demais grupos de risco. Os profissionais que permanecem na operação já estão colocados em distância de mais de 1,5 metro, como preconizam as orientações das organizações oficiais de saúde.

A LIQ tomou algumas medidas também, tais como: home office para aqueles que possuem atividades que permitam isso; liberação de grávidas, idosos e demais pessoas em grupo de risco; liberação de 20% do contingente; disponibilização de álcool gel nos sites; intensificação da sanitização em todos os espaços e está realizando campanhas internas de informação e prevenção.


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