Política

90% dos eleitos na PB comprovam equilíbrio nos gastos e arrecadação

Dos 223 prefeitos eleitos, 202 comprovaram que gastaram a mesma quantia que foi arrecadada durante a campanha. Dados são foram divulgados pelo TSE.




Janildo Silva do Jornal da Paraíba

Se depender dos contadores que atuaram nos comitês financeiros de 202, dos 223 prefeitos eleitos nas eleições deste ano, o equilíbrio financeiro dos municípios paraibanos estará rigorosamente garantido. Pelo menos é o que apontam os dados fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com relação à receita e aos gastos de campanha.

Para se ter uma idéia, estes prefeitos eleitos conseguiram a façanha de gastar exatamente a mesma quantia, coincidindo até os centavos, com o que arrecadaram junto aos doadores generosos que teriam investido em suas campanhas sem o menor interesse econômico. A única cidade em que foram detectadas despesas maiores que o arrecadado foi em Alagoa Nova, onde o prefeito eleito Kleber Moraes ficou com um saldo negativo de R$ 467,78. Kleber é filho do atual deputado estadual Ivaldo Moraes (PMDB).

Outros 20 candidatos ao Executivo eleitos conseguiram deixar sobras de campanha, sendo eles: Alagoinha (Alcione), Algodão de Jandaíra (Isac), Araruna (Wilma Maranhão), Areia (Dr. Elsinho), Barra de Santana (Manoelzinho), Boa Vista (Edvan), Boqueirão (Carlos José), Borborema (Rei), Caaporã (Dr. João), Cabedelo (Zé Régis), Cachoeira dos Índios (Teta), Esperança (Nobinho), João Pessoa (Ricardo Coutinho), Lagoa de Dentro (Sueli), Monteiro (Dra. Edna), Pedra Lavrada (Tota), Remígio (Cláudio Régis), Santa Helena (Elair) e São Bento (Galego Souza).
Mas para quem imagina que diante dos gastos milionários com as campanhas, as sobras sejam gordas e fartas é de decepcionar o montante que deixou de ser gasto, totalizando apenas R$ 2.049,17.O Código Eleitoral é muito claro ao indicar em seu Artigo 31 que “…se, ao final da campanha, ocorrer sobra de recursos financeiros, esta deve ser declarada na prestação de contas e, após julgados todos os recursos, transferida ao partido ou coligação, neste caso para divisão entre os partidos que a compõem”.

Obviamente o objetivo desta matéria não é levantar dúvidas sobre a veracidade dos dados divulgados pelos probos e transparentes políticos paraibanos, mas é no mínimo estranho que em disputas eleitorais acirradas como as que vimos na maioria das cidades paraibanas os gastos com propaganda sejam tão mirrados.

Apenas nos 21 municípios em que existiu diferença entre o arrecadado e o gasto, o total de despesas foi de R$ 2.925.240,79. Ou seja, de quase 3 milhões de reais, apenas 2 mil reais serão devolvidos aos partidos. Fazendo a média entre os municípios da Paraíba, os gastos de campanha seriam de aproximadamente 150 mil reais, mas é claro que nestes números existe a interferência direta de campanhas gigantescas, como a de João Pessoa, onde o prefeito Ricardo Coutinho arrecadou sozinho R$ 1.442.765,58.Alagoa Nova, Kleber Moraes, Lembrando que o dia 4 de novembro deste ano foi a data limite para a entrega das prestações de contas dos candidatos a prefeito, vereador e comitê financeiro, referente às Eleições 2008.

As respectivas prestações de contas foram entregues no Cartório Eleitoral da Comarca de cada município, em meio magnético (disquete), relatórios impressos pelo próprio sistema SPCE (Sistema de Prestação de Contas Eleitorais disponibilizado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, juntamente com o extrato bancário (definitivo) do período de movimentação da conta corrente de campanha e recibos eleitorais (canhoto dos recibos emitidos e os Recibos que sobraram – em branco). (Os demais documentos fiscais deveriam ser guardados para atender a possíveis diligências). A conta corrente deve ter sido encerrada.
 


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