Policial

Torcedor é preso por soltar bomba em estádio; polícia defende agente

Agente de investigação disse que precisou atirar ao alto para advertir torcedor que machucou público com rojão. Conflito durante jogo no Amigão teve repercussão nacional.




Karoline Zilah

Está detido na Central de Polícia de Campina Grande o torcedor acusado de dar início ao tumulto que resultou em tiros na arquibancada do estádio O Amigão, na quarta-feira (16) à noite. O caso ganhou repercussão nacional depois que um policial civil disparou tiros ao alto em meio à torcida do Treze.

Clique aqui para ver as imagens do tiro.

A versão apresentada pelo agente de investigação, cuja identificação foi preservada pela Polícia, é de que ele precisou intervir depois que um torcedor do Treze lançou um rojão, uma espécie de fogo de artício, sobre torcedores do São Paulo e feriu três pessoas.

O policial civil afastado de suas funções não teve seu nome revelado, mas o torcedor sim: a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública divulgou que o responsável pelo início da confusão seria Romário Douglas de Sousa Silva.

Na Central de Polícia, o pai defendeu o filho dizendo que ele nunca havia se envolvido em casos como este, e que deve ter sofrido más influências de amigos. Romário foi autuado em flagrante por a vida do público a perigo com o uso de material explosivo.

Ele será transferido para o Presídio do Serrotão e poderá responder por tentativa de homicídio e ser condenado até a três anos de prisão.

Já o policial civil responderá a um procedimento na Corregedoria Geral da Segurança e da Defesa Social. O superintendente regional da Polícia Civil, Wagner Dorta, argumenta que ele teria agido em defesa do público e que o tiro disparado seria apenas de advertência, “com o objetivo de garantir a própria integridade”, divulgou a assessoria de imprensa.

“Apesar do fato, que foi isolado, o agente de investigação é um policial operacional e de ótima conduta na instituição”, declarou o delegado Dorta.

Além dele, havia outros dois policiais civis à paisana armados na multidão. Dorta chegou a afirmar que os três estavam de folga na noite do conflito, e que poderiam responder criminalmente pelos disparos feitos em via pública.

Agora, no entanto, a Polícia Civil defende que, mesmo não estando na escala de plantão do estádio O Amigão naquela ocasião, os agentes de investigação tinham direito de interferir pela segurança de quem estivesse sofrendo algum tipo de perigo.

A pistola disparada na arquibancada foi entregue à Central de Polícia de madrugada, quando o agente de investigação se apresentou durante a madrugada.


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