Policial

Suspeito de matar Marx Xavier é executado

Ele era foragido da Justiça e suspeito de ter assassinado pelo menos oito pessoas, entre elas o estudante Marx Nunes Xavier.



Francisco França
Francisco França

Um jovem de classe média com uma vasta ficha criminal. Esse era o perfil de Aluízio Henrique Silva Cordeiro Lucena, de 20 anos, executado a tiros na madrugada de ontem, no conjunto do Ipep, no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. Ele era foragido da Justiça e suspeito de ter assassinado pelo menos oito pessoas, entre elas o estudante Marx Nunes Xavier.

A pequena casa onde ocorreu o crime não levantava suspeitas e servia de esconderijo para Aluízio Henrique há quatro dias. Contra ele existia um mandado de prisão preventiva pelo assassinato de Lucas Cordeiro, no ano passado. As paredes do esconderijo ficaram marcadas pelo sangue da vítima e no chão estavam espalhados objetos pessoais como tênis e roupas. No varal ainda estavam estendidas roupas de Aluízio Henrique. Na hora do crime se encontravam na casa, além da vítima, mais duas pessoas.

Conforme o delegado Pedro Ivo, o crime foi praticado por apenas um homem que por volta da 1h chamou por Aluízio na porta da cozinha. Matheus Loreto Caniel, de 19 anos, abriu a porta e logo foi atingido por disparos na perna e nos braços e ao entrar na casa o assassino ainda atingiu Raimundo Renato do Nascimento, de 29 anos. Mas o objetivo era assassinar Aluízio Henrique.

“Pela cena do crime e pelo modo como tudo aconteceu não resta dúvidas de que o criminoso tinha o único objetivo de executar Aluízio por vingança. Foram disparados mais de 15 tiros no interior da casa. Aluízio foi atingido por três disparos que atingiram a cabeça e o tórax,” contou Pedro Ivo.

Na casa foram encontrados um pente de pistola carregado e uma quantidade de droga. A suspeita da polícia é que o ex- presidiário Raimundo Renato do Nascimento, trabalhava realizando a segurança de Aluízio Lucena.

Moradores do local afirmaram que apenas ouviram muitos tiros e em seguida um dos homens ferido pedindo socorro. “Eu escutei ele gritando: me ajuda, me ajuda. Mas ninguém teve coragem de abrir a porta e socorrer. Depois disso eu ainda ouvi mais quatro disparos que possivelmente foram os tiros de misericórdia,” disse um morador que preferiu não se identificar.

Local do crime
Conforme moradores do Ipep, na última quinta-feira, dois carros passaram várias vezes em frente à residência na qual Aluízio se escondia, possivelmente, estudando o local e confirmando a presença da vítima.

“Eram dois carros bem bonitos que passaram várias vezes de manhã e voltaram a passar novamente à tarde. Depois que aconteceu o crime eu ainda consegui ouvir muito barulho de carros e moto fugindo. Mas, como já era muito tarde não tinha ninguém na rua,” contou um morador que preferiu não se identificar.

 


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