Policial

Operação nacional da PF cumpre mandados de busca e apreensão na PB

Operação Carrossel II tem Iinvestigações em 17 estados brasileiros e no Distrito Federal, incluindo os municípios paraibanos de Campina Grande e Puxinanã.




Da Redação
Com G1

A Polícia Federal (PF) em conjunto com a Interpol no Brasil realiza na manhã desta quarta-feira (3) a operação Carrossel II, em combate à pedofilia e pornografia infantil na internet. A ação acontece em 17 estados brasileiros e no Distrito Federal e, de acordo com a assessoria da PF na Paraíba, a operação também inclui o estado, cumprindo dois mandados de busca e apreensão nesta manhã, sendo um em Campina Grande e outro em Puxinanã.

Até o momento, a PF confirmou que cumpriu com todas as apreensões que estavam previstas para o estado da Paraíba, onde foram recolhidos dois HDs de computadores e um pen-drive no bairro Santo Antônio, em CG, e em Puxinanã.

A operação Carrossel II converge com os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado Federal, instaurada em março de 2008, para investigar esse tipo de crime. Segundo a PF, foram mobilizados 650 policiais para cumprir 113 mandados de busca e apreensão em todo o país. Cada equipe contará com um perito criminal especialista em informática para que a análise inicial do computador ocorra ainda no local da busca.
 
Os policiais promoverão a apreensão de computadores, discos rígidos, pen drives, cartões de memória, CDs, DVDs e todo material que possa estar, direta ou indiretamente, associado à prática de pedofilia.

De acordo com a assessoria de imprensa da PF, as investigações da Operação Carrossel já identificaram cerca de 200 pedófilos em mais de 70 países. Só na Holanda foram identificados 100 pedófilos. Em Israel e na Grécia os investigadores mapearam, respectivamente, 30 e 22 pessoas envolvidas com pornografia infantil.

Legislação
De acordo com o artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é crime apresentar, produzir, vender, fornecer, publicar ou divulgar fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente por qualquer meio de comunicação, inclusive a rede mundial de computadores. A lei prevê pena de até 6 anos de reclusão e multa.


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