Policial

MP denuncia envolvidos em extermínio de famílias no Sertão

A denúncia foi apresentada essa semana por promotores do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco).




Três meses depois de deflagrada a primeira parte da operação ‘Laços de Sangue’, que teve por objetivo desarticular dois grupos que seriam responsáveis por uma ‘guerra’ entre famílias e 95 mortes na região polarizada pelas cidades de Catolé do Rocha e Patos, no Sertão do Estado, o Ministério Público denunciou nove acusados de participação no ‘esquema’. A denúncia foi apresentada essa semana por promotores do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco).

Na denúncia, os acusados são responsabilizados pelos crimes de homicídio, formação de quadrilha e em alguns casos porte ilegal de arma. Os denunciados foram detidos no desdobramento das investigações, que ficou conhecida como ‘Laços de Sangue II’, desencadeada no fim do mês de novembro deste ano.

Os dois grupos, segundo o Ministério Público, protagonizaram a disputa familiar entre os ‘Oliveiras’ e ‘Suassuna’, que vinha causando pânico e aumentando os índices de criminalidade na região sertaneja. Os levantamentos realizados pela Polícia Civil, por exemplo, demonstram que somente este ano 15 foram executadas por motivos ligados à ‘guerra’ entre as duas clãs. A rivalidade e a série de mortes já duraria mais de 30 anos.

O único a não ser denunciado foi Marcelo Batista Torres de Mesquita, conhecido como Marcelo Oliveira, morto incendiado dentro do presídio regional da cidade de Patos, poucas horas depois de ter sido detido na ação policial.

“Com isso, nós consideramos que parte de nosso trabalho já foi concluída. Já terminamos os inquéritos e o Ministério Público encaminhou o material ao Poder Judiciário. Entretanto, estamos dando prosseguimento às investigações, porque a todo instante novas informações nos chegam, e em breve poderemos ter novos desdobramentos”, avaliou o delegado regional do município de Catolé do Rocha, André Rabello.

Entre os denunciados à Justiça pelos crimes de homicídio e formação de quadrilha está o pistoleiro Edmilson Nascimento da Silva, conhecido como ‘Biu’.

Ele foi localizado pela polícia dentro da penitenciária de segurança máxima da cidade de Santa Rita, onde estava detido por porte ilegal de arma.

Segundo as investigações realizadas em conjunto pela Polícia Civil e o Gaeco, o acusado teria sido o autor do assassinato do preso do regime semiaberto Aldo Suassuna, no dia 25 de junho deste ano. A morte foi flagrada por câmeras de um restaurante, na cidade de Patos. As imagens ajudaram a polícia.


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