Policial

“Matei por ciúmes”, declara assassino confesso de comerciante

Antônio disse que desconfiava de um possível interesse da comerciante pela esposa dele. Polícia desconfia de não pagamento de dívida.



Reprodução/TV Cabo Branco
Reprodução/TV Cabo Branco
Segundo a polícia, vítima teria vendido uma casa para o casal e estava em João Pessoa receber o pagamento quando foi assassinada.

"Matei por ciúme", declara Antônio Alves de Morais, de 65 anos, suspeito de matar uma comerciante no município de Itapororoca, no Litoral Norte, no dia 27 de abril. Ele e a esposa, de 35 anos, foram presos no Ceará na última quarta-feira (18). "Acabei com minha vida, continuou", disse, acrescentando que se arrependeu do homicídio e que não pegou dinheiro da comerciante.

Em entrevista na manhã desta sexta-feira (20), Antônio explicou como ocorreu o crime. Segundo ele, Maria Arcanjo da Silva, de 57 anos, foi morta dentro do carro dele em um local próximo ao aeroporto Castro Pinto, na Grande João Pessoa. "Passei uma corda no pescoço dela e puxei", disse. Em seguida, ele a levou para um matagal, onde a abandonou. Antônio alegou que praticou o homicídio por ciúmes de um possível interesse da comerciante por sua mulher.

O filho dele estava no carro no momento do crime. "Ele gritou: ‘pai não faça uma loucura dessa não’. Ele ficou doidinho, ele é pastor", contou. Antônio disse ainda estar confuso sobre o local onde abandonou o corpo. "Uma hora depois o arrependimento bateu. Por isso não encontrei ainda. Fiquei doidinho", relatou.

A polícia procura pelo corpo de Maria desde esta quinta-feira (19) em um canavial que fica às margens da PB-027, que liga Santa Rita a Lucena, onde o suspeito do crime, ex-vereador de Santa Rita, disse ter abandonado o corpo. Até o meio dia desta sexta, o corpo ainda não havia sido encontrado.

Vítima ia cobrar dinheiro da venda de uma casa, diz polícia

Segundo a delegada Ranielle Vasconcelos, responsável pelo caso, Antônio e a mulher confessaram que assassinaram a comerciante, que morava em Itapororoca e era conhecida na cidade como ‘Lourdes’. A delegada informou que a vítima teria vendido uma casa para o casal e foi morta quando seguia para João Pessoa para receber o pagamento.

“A equipe investigativa da 7ª Delegacia Seccional recebeu há cerca de 20 dias a denúncia do desaparecimento da comerciante Maria Arcanjo da Silva. A partir daí, começamos um verdadeiro rastreamento dos passos do casal que havia negociado a venda de uma casa com a comerciante. Conseguimos identificar através das imagens do circuito interno de um banco que os suspeitos efetuaram saques na conta da vítima”, esclareceu a delegada.

Com base nesses indícios, a delegada Ranielle Vasconcelos pediu a prisão preventiva do casal e o delegado regional de Iugatu (CE) deu cumprimento. A prisão aconteceu na cidade de Saboeiro, no Ceará.


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