Policial

Juiz anula audiência com testemunhas de Florinda Moita

Marcos William foi obrigado a anular audiência porque o advogado da suspeita de mandante do crime é português e não pode atuar no Brasil.




Phelipe Caldas

O juiz Marcos William de Oliveira, do 1º Tribunal do júri popular de João Pessoa, foi obrigado, nesta segunda-feira (2), a anular a audiência que ouviria as testemunhas de defesa e de acusação da empresária portuguesa Florinda Moita, no caso em que ela é acusada de ser a mandante do assassinato de seu ex-genro, o também empresário Robson Ferreira. O motivo, segundo o juiz, é o fato do advogado que representava Florinda, Alexandre Lafaiete, ser português e não ter nenhum tipo de licença para advogar no Brasil.

Marcos William informou que por este motivo o julgamento foi parcialmente anulado, voltando agora ao estágio em que a ré indica um advogado para lhe apresentar. Desta vez que seja brasileiro e tenha registro na Ordem dos Advogados do Brasil.

Robson Ferreira, que tinha 49 anos quando foi executado, foi superintendente da Emlur na gestão de Cícero Lucena na Prefeitura de João Pessoa e foi o tesoureiro de sua campanha a reeleição. Ele foi executado no dia 31 de março de 2007 por dois motoqueiros, que invadiram seu estabelecimento comercial na avenida Rui Carneiro e o atingiram na cabeça.

Em fevereiro deste ano, por sinal, o ex-sargento da Polícia Militar, Gilmar Rodrigues de Melo, já foi julgado e condenado a 16 anos de prisão. Teria sido ele quem, a mando de Florinda Moita, teria contratado os dois capangas para executar Robson.

Os capangas em questão também já foram condenados. Francisco Chagas (o “Cariri”) foi condenado a 16 anos de prisão acusado de ser o responsável pelo tiro que matou o empresário; já Gilvan da Silva Gomes, piloto da moto que levou o assassino ao local do crime, e José da Silva Oliveira, que acobertou os dois primeiros acusados, foram condenados a 13 anos de reclusão.

A única que falta ser julgada é justamente Flor Moita, como a empresária é conhecida. Por ser portuguesa e estar neste momento em seu país natal, a própria justiça acha difícil que ela chegue a ser presa. Mas o fato de estar foragida não impede que ela seja julgada pelo Tribunal do Júri.


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