Policial

Diretor de cadeia é exonerado do cargo após denúncias de estupros

Além do diretor da cadeia, os dois agentes penitenciários e o policial Militar, suspeitos do crime, foram afastados dos cargos.




Depois do surgimento de uma denúncia de que duas jovens teriam sido estupradas no interior da cadeia pública da cidade de Sumé, no Cariri paraibano, o Governo da Paraíba exonerou do cargo o diretor da unidade. O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado no último sábado.

Alberto Vilar já estava afastado do cargo desde a última quinta-feira, quando foi instaurada uma comissão de sindicância para apurar os fatos. “O secretário, por um uma medida de facilitar essa investigação, achou por bem fazer a exoneração”, disse o gerente executivo do sistema penitenciário estadual, tenente coronel Arnaldo Sobrinho.

O suposto estupro das jovens teria sido cometido por dois agentes penitenciários e um policial militar que trabalhariam na cadeia.

Eles também já foram afastados das funções desde a semana passada. Ainda de acordo com Arnaldo Sobrinho, quem assumiu a direção da cadeia de Sumé foi José Ferreira Nunes Neto, que é agente penitenciário e atuava na cidade de Monteiro.

O caso foi comunicado ao Ministério Público pelo agora ex-diretor Alberto Vilar. Ele informou ao MP que os dois agentes admitiram que levaram as duas garotas à unidade, mas explicaram que tudo não passaria de uma ‘brincadeira’ e que eles não teriam intenção de praticar abusos sexuais.

Grávida de 4 meses, a jovem de 18 anos disse que não chegou a acontecer o ato sexual, mas que houve assédio e a tentativa de estupro. O caso também será apurado pela Polícia Civil.


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