Policial

Caso Andrezza: promotor quer identificar “Sr. X” e ameaça processo

Newton Vilhena quer que o informante preste depoimento para elucidar o desaparecimento de Andrezza Costa. "Se ele se negar, aí vou processá-lo", afirma.




Aline Lins, do Jornal da Paraíba

O promotor de Justiça do 2º Tribunal do Júri da capital, Newton Vilhena, entrou em contato na quarta-feira (5) com o gabinete do deputado Luiz Couto, em Brasília, solicitando a identificação do ‘Senhor X’, ouvido na CPI da Pedofilia, e que trouxe à tona o caso Andrezza, provocando a reabertura do inquérito na Paraíba.

O promotor quer tomar oficialmente o depoimento da testemunha misteriosa que vai contribuir na elucidação do crime e no desaparecimento da jovem há mais de dez anos. “Ele vai ter que se identificar, pois se trata de ação pública incondicionada. Se ele se negar, aí vou processá-lo”, disse o promotor. A delegada Daniela Vicuuna ouviu novamente duas testemunhas para esclarecer algumas dúvidas em relação ao dia do crime, quando foi morto o namorado de Andrezza Guedes da Costa, Alexsandro Fontinelli. Vicuuna está aguardando para ouvir também o ‘Senhor X’.

“É imprescindível ouvirmos o ‘Senhor X’ porque até o momento as informações divulgadas foram muito vagas. Precisamos de mais detalhes. Eu não tenho elementos para dizer se Andrezza está viva ou morta”, disse a delegada Vicuuna, que assumiu o inquérito nos últimos meses. Ela quer esclarecer se a mulher a quem o mascarado se referiu se trata realmente de Andrezza.

Em 1998, os dois jovens foram namorar em Jacarapé e Alexsandro foi assassinado, enquanto Andrezza desapareceu sem deixar rastros. A delegada Vicuuna ouviu novamente duas testemunhas para dirimir dúvidas em relação a detalhes do dia do crime, como horários em que os jovens saíram de casa, horários em que o namorado da garota foi encontrado morto, dentre outros aspectos, “para se aproximar o máximo possível da realidade dos fatos que aconteceram naquela época”, entre os quais o fato de terem matado Alexsandro e depois voltado para queimar o corpo.

A delegada disse que está encontrando dificuldades em ouvir novamente algumas testemunhas, como uma moça que depôs na época, mas que não mora mais em João Pessoa. “Ela foi uma das principais testemunhas de acusação”, frisou

A reportagem do JORNAL DA PARAÍBA entrou em contato com o deputado Luiz Couto por telefone, mas, uma vez tendo atendido ao celular, tomando ciência do assunto, pediu para ligar após a reunião em que estava e não mais foi localizado. Segundo o gabinete do deputado, ele esteve durante toda a manhã de quarta-feira em reuniões e manteve o telefone desligado.

O promotor Newton Vilhena disse que desde que o ‘Senhor X’ repasse as informações, dentre as quais onde Andrezza está, no caso de estar realmente viva, a testemunha pode se identificar sigilosamente. O promotor disse que uma vez de posse das informações,  contará com o apoio da Polícia Federal para ir em busca de evidências e da própria Andrezza, onde ela estiver, conforme se prontificou o superintendente da PF na Paraíba, Cláudio Ferreira.

O promotor Vilhena lembrou que entrou em contato com o deputado Luiz Couto antes do primeiro turno das eleições municipais e ele teria se prontificado a ajudar, mostrando-se acessível, mas teria solicitado que ele aguardasse passar o segundo turno para que pudesse colaborar com as investigações, informando a identidade do ‘Senhor X’.


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