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Uma pessoa é internada por Covid-19 a cada 36 minutos na Paraíba

De acordo com o Centro Estadual de Regulação Hospitalar, 40 pacientes foram internados nas últimas 24h.




Foto: Felipe Gesteira

Uma pessoa é internada na Paraíba, por Covid-19, a cada 36 minutos, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES). Nas últimas 24 horas, 40 pessoas precisaram ser internadas em hospitais públicos por complicações da doença. Nesta terça-feira (16), todos os 15 leitos de UTI Covid do Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa, estavam ocupados, segundo o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB).

No Hospital da Unimed, a maior unidade particular referência Covid em João Pessoa, a situação também é preocupante. Apesar de ter havido um aumento no número de leitos Covid, há 40 pacientes internados na UTI, sendo 35 intubados. A taxa de ocupação de pacientes Covid no hospital já é superior à média registrada em maio do ano passado, período de pico da pandemia no estado. Por isso, a unidade decidiu suspender as cirurgias eletivas até o dia 26 de fevereiro.

Leitos

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 56%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 68%.

Em Campina Grande estão ocupados 50% dos leitos de UTI adulto e no sertão 78% dos leitos de UTI para adultos. De acordo com o Centro Estadual de Regulação Hospitalar, 40 pacientes foram internados nas últimas 24h.

De acordo com o secretário de estado da saúde, Geraldo Medeiros, foram abertos mais três leitos no Hospital Metropolitano de Santa Rita e cinco leitos no Hospital Clementino Fraga. Outros leitos serão abertos nas unidades de saúde na medida em que houver necessidade.

O paciente que precisar de internação em João Pessoa precisa se encaminhar para uma das quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e, em seguida, será regulado para o hospital que tenha leitos disponíveis.

Rebote do Carnaval

Além disso, o secretário explicou que há uma preocupação maior para os casos que podem vir a ocorrer na primeira quinzena de março devido a aglomeração provocada durante o período de carnaval em algumas regiões. “Todas essas aglomerações preocupam”, declarou Geraldo Medeiros.

A mesma preocupação é compartilhada pelo presidente do CRM-PB, Roberto Magliano de Morais. Para ele, as aglomerações dos últimos dias, mesmo não havendo o feriado de Carnaval, podem contribuir para esta situação se agravar ainda mais nos próximos dias. “Teremos dias difíceis e desafiadores para nós, médicos. Precisamos que a população se conscientize sobre a necessidade urgente de distanciamento social”, disse o presidente.


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