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Situação da seca na Paraíba se agrava no último bimestre, aponta estudo

Outros 12 estados registraram agravamento do problema.




A Paraíba registrou em janeiro de 2021 um avanço da seca na área central e oeste de seu território. A informação está na última atualização do Monitor de Secas, realizado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e que identificou nessas áreas chuvas abaixo da média e temperaturas acima do esperado. Entre dezembro e janeiro, o Monitor identificou que todo o território paraibano registrou algum nível de seca, algo que não acontecia desde março de 2020. Além disso, houve uma elevação da área com seca moderada em janeiro, que subiu de 36,61% para 46,06% do território paraibano. Os impactos da seca serão de curto e longo prazo na porção central da Paraíba e de curto prazo no restante do estado.

Com relação a outros estados do Brasil, a Paraíba está num grupo com outras 12 unidades federativas que apresentaram o problema na totalidade de seu território. Além da Paraíba, estão nessa situação Alagoas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

O estado também está no grupo daqueles que tiveram o agravamento da seca com relação ao último balanço. Fazem parte deste grupo também Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Em outras quatro unidades da Federação, o grau de severidade da seca se manteve estavel: Bahia, Distrito Federal, Maranhão e Rio de Janeiro.

Em operação desde 2014, o Monitor de Secas iniciou suas atividades pelo Nordeste, historicamente a região mais afetada por esse tipo de fenômeno climático. No fim de 2018, com a metodologia já consolidada e entendendo que todas as regiões do país são afetadas em maior ou menor grau por secas, foi iniciada a expansão da ferramenta para incluir outras regiões.

O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor. Isso pode ajudar cada estado definir estratégias para minimizar os efeitos do problema.


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