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Saiba o que é diabetes gestacional e como tratar

Apresentadora Denise Delmiro descobriu a diabetes no comecinho da gravidez.




A diabetes gestacional geralmente se desenvolve perto do terceiro mês de gestação. Os hormônios da gravidez geram resistência a insulina e aumentam bastante o risco. A apresentadora do Bom Dia Paraíba, Denise Delmiro, descobriu a diabetes no comecinho da gravidez e teve que aprender a lidar com o problema.

Existem três tipos de diabetes. Tipo I, de nascença, tipo II, adquirida, e a diabetes gestacional, que acontece na mulher grávida e é fruto de alterações hormonais na mulher, alterando a produção da insulina.

“No início da gestação, fazia o teste glicêmico seis vezes ao dia para acompanhar. No fim da gestação, estou fazendo entre três e quatro vezes para saber quanto está o nível da glicose. Eu fui diagnosticada com diabete gestacional nos primeiros exames da gestação. Comecei uma dieta bem restritiva, cortando açúcar e carboidratos que se transformam em açúcar no sangue, como macarrão, tapioca, cuscuz, pão, e passei a comer muita verdura, muita fruta, mas até as frutas tinham que ser controladas, porque a frutose também interfere nos resultados”, revela Denise.

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A ginecologista explicou que o percentual de mulheres que desenvolvem diabetes gestacional é pequeno. E que o ganho de peso acima da média é um sinalizador importante.

“A mulher percebe que está com diabetes gestacional quando ela faz a aferição do peso e verifica que está acima daquilo esperado para aquela fase da vida gestacional dela, porque durante a gestação, a insulina produzida não tem uma boa absorção da glicose. Entre 20 e 24 semanas, a gente faz a curva glicêmica para verificar se a glicemia está dentro da normalidade”, explica Wanicleide Leite.

Foto: TV Cabo Branco

A boa notícia é que tem tratamento. E se a orientação médica for seguida do jeito certo, a chance de cura é alta. Mesmo assim, mãe e bebê que passam por diabetes gestacional vão precisar sempre ser acompanhados com mais cuidado.

“Ela precisa fazer um acompanhamento com nutricionista e com endócrino, até porque se ela não fizer isso, ela corre o risco de, após o parto, continuar sendo diabética. E não só ela corre esse risco, o bebê tem risco aumentado de ter obesidade e diabetes na infância”, declara Wanicleide Leite.

O acompanhamento de um nutricionista é fundamental. Alimentação balanceada e exercícios físicos ajudam muito. Em alguns casos, até resolvem. Mas tem mãe que mesmo fazendo tudo isso, ainda vai precisar de insulina.

“É um diagnóstico muito difícil, eu sofri bastante porque eu sempre tive uma vida saudável. Consegui me adaptar com o tempo, consegui viver sem açúcar e nessa reta final da gravidez ficou mais difícil de ter esse controle glicêmico”, explica Denise Delmiro.


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