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Paraibanos vivem há um ano com a pandemia da Covid-19 e cenário atual tem números assustadores

Em março de 2020, doença chegava ao estado. Casos e mortes seguem crescendo.




Há um ano, a Paraíba se inseria oficialmente no cenário indesejado da pandemia provocada pela Covid-19. Em 18 de março do ano passado, o primeiro caso da doença, vindo de um idoso de 60 anos, foi confirmado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Um ano depois, as perguntas que ainda continuam sendo feitas pelos paraibanos são: quando vamos sair dessa situação? Quando as mortes e a quantidade de novos casos por dia vão começar a diminuir?

A quantidade de novos casos da doença que são confirmados pela SES todos os dias, já não é mais possível calcular através de porcentagem. Aquele caso número 1, em 18 de março de 2020, se transformou em um montante de 240.398, de acordo com o último boletim divulgado nesta terça-feira (16).

 

No Brasil, os primeiros casos foram diagnosticados através de pessoas que haviam chegado recentemente da Europa, após alguma viagem. Na Paraíba não seria diferente, já que o primeiro caso detectado também seguiu esta mesma tendência. Ao retornar da Europa, ele apresentou sintomas e logo procurou atendimento médico, permanecendo em isolamento domiciliar durante o período de tratamento. Logo no começo da pandemia, parte da população – pelo desconhecimento do que era a doença – pregava era que “as mortes só atingiam faixas etárias mais avançadas”. Um ano depois, o painel de dados epidemiológicos da SES mostra que a maior quantidade de infectados pelo novo coronavírus está exatamente nas pessoas com idade entre 30 e 39 anos.

Quando se fala nas mortes provocadas pelo novo coronavírus, que já ultrapassam as cinco mil vítimas, é como se cidades paraibanas tivessem todos os seus habitantes dizimados pela Covid-19. Em um levantamento feito esta semana pelo jornalista João Paulo Medeiros, do blog Pleno Poder, mostrou que quantidade de mortos é equivalente a população de, pelo menos, 68 cidades da Paraíba. Imagine cidades como Catingueira, Coxixola, Emas, Poço José de Moura, Santa Teresinha, São João do Tigre e Várzea, com todos os seus habitantes mortos?

 

O medo em relação à doença tem aumentado nestes últimos dias, principalmente por causa da falta de espaços para internação, seja em leitos de UTI ou de enfermaria. As secretarias estadual e municipal de Saúde ainda não falam em colapso, mas já existem paraibanos que estão morrendo, pois precisam de internação e não conseguem.

 

Autoridades falam em ‘momento crucial’

 

Além da necessidade de ações práticas, durante este um ano de pandemia, as autoridades de saúde também precisaram enviar mensagens à população quase que diariamente. Um destes personagens é o médico Daniel Beltrammi, que atualmente ocupa a secretaria executiva de Gestão da Rede de Unidades de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Esta semana, com a quantidade de leitos ficando cada vez menor e pessoas esperando por espaços de internação, seja em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) ou até mesmo em enfermarias, o secretário fez um novo alerta e chamou a população a contribuir com este momento, que tem sido tratado como ‘crucial’.

“Depois de 12 meses, estamos enfrentando nossos dias mais difíceis. A rede hospitalar e as Unidades de Pronto Atendimento estão muito pressionadas. Uma explosão no número de casos, internações e infelizmente, de mortes. Já são mais de 5 mil vidas perdidas. O momento é de grande sofrimento em todo o estado, mas também de chamamento. Está nas mãos de cada paraibano! Quando você usa máscara e convive só com quem mora, com quem trabalha e segue as orientações de segurança, você salva vidas. O momento é de colocar as vidas como prioridade”, disse Beltrammi.


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