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Nova audiência para definir se acusados de matar Expedito Pereira vão a júri popular é marcada na PB

Uma audiência de instrução foi realizada de forma híbrida, nesta quinta (10).




Foto: Arquivo Pessoal/Instagram

Uma nova audiência para definir se os acusados de matar o ex-prefeito de Bayeux, Expedito Pereira, vão a júri popular foi marcada para o próximo dia 29 de junho.

Nesta nesta quinta-feira (10) foi realizada a audiência de instrução com os depoimentos dos acusados e das testemunhas da morte.

A audiência começou por volta das 8h30, durou mais de dez horas e aconteceu no fórum de João Pessoa, no formato híbrido.

Os acusados pelo crime são os réus Leon Nascimento dos Santos, apontado como executor do crime, José Ricardo Alves Pereira, sobrinho de Expedito Pereira e apontado como o mandante do crime, e Gean Carlos da Silva Nascimento, o intermediador, que está foragido.

Daniel Alisson, advogado de Gean Carlos, conversou com a TV Cabo Branco e informou que o acusado alega que não teve participação no caso e que apenas emprestou uma moto para um amigo. Além disso, declarou que seu cliente não está foragido, mas que teria tomado destino ignorado quando teve a prisão decretada.

O inquérito criminal que apurou as circunstâncias do crime, a autoria e a materialidade do homicídio apontou para a identificação do executor e dos idealizadores do assassinato.

Entenda o caso

O delegado Victor Melo explicou que Gean, Ricardo e Leon trabalharam juntos no crime, que aconteceu no dia 9 de dezembro de 2020. Eles tiveram a prisão temporária convertida em prisão preventiva pela Justiça.

“Ricardo e Gean já trabalhavam juntos há mais tempo, mas Leon se juntou aos dois para trabalhar na campanha eleitoral de Ricardo como candidato a vereador, este ano, e ficou trabalhando com ele depois”, disse Victor.

Segundo o delegado, Ricardo teria alugado um carro que foi usado pelos dois suspeitos para pegar a moto utilizada no crime e fugir em seguida. “Descobrimos que este carro foi usado para a dupla para, depois de devolver a moto ao dono, fugir para o Rio Grande do Norte. Ao investigar o carro, descobrimos que estava no nome de Ricardo”, explicou o delegado.

Victor Melo explicou ainda que, no dia do homicídio, cerca de 20 minutos depois do crime, Gean e Ricardo foram vistos juntos em um prédio no Centro de João Pessoa.
Na casa dos investigados, a polícia apreendeu documentos, cadernos e anotações.

Um cheque de R$ 12 mil, assinado por Expedito, mas que a família não reconhece a assinatura, foi achado na casa de um dos suspeitos. Na casa de Ricardo a polícia encontrou um coldre de uma arma, o certificado de propriedade de uma pistola e comprovantes fiscais de compras recentes de munição.

A moto usada no crime foi apreendida pela polícia assim como a camisa utilizada pelo executor. Com base em imagens de câmera de segurança de antes, durante e depois do homicídio, a polícia achou o local em que a camisa foi descartada. “É possível ver o Leon se desfazendo da roupa. Pesquisamos as redes sociais dele, que são abertas, e encontramos várias fotos, desde novembro do ano passado, em que ele está usando a mesma camisa”, completou Victor Melo.
R DE


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