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Infectologista explica possíveis reações após vacina contra Covid-19 e o que fazer

Especialistas reforçam que efeitos são passageiros e que benefícios da vacina superam potenciais riscos.




Dor muscular, febre e dor de cabeça são reações comuns após a vacinação contra a Covid-19, de acordo com médicos especialistas no assunto. Apesar disso, o médico infectologista Fernando Chagas reforça que a vacina não causa infecção pelo novo coronavírus e que as reações são passageiras; e a pediatra Socorro Martins enfatiza que os benefícios da vacina superam potenciais riscos de eventos adversos pós vacinação. Os dois especialistas explicaram quais são os efeitos adversos mais comuns e o que fazer.

De acordo Fernando, que é diretor do Hospital Clementino Fraga – hospital referência no tratamento da Covid-19 em João Pessoa -, essas possíveis reações são respostas da vacina no corpo humano. É possível sentir a dor no local onde a vacina foi aplicada, que também pode ficar com a temperatura elevada. Para tratar, o médico indica compressa de água fria.

 

Além disso, dor de cabeça, moleza, febre e enjoo podem ser reações sentidas e que podem ser tratadas com um analgésico comum que o vacinado já seja acostumado a tomar. Chagas reforça que a maioria dos sintomas duram de 48 a 72 horas, no máximo. Caso os sintomas persistam, deve-se procurar ajuda médica.

Devido a semelhança das possíveis reações com os sintomas de Covid-19, Chagas reforça: “A vacina não transmite a doença. A vacina é composta por um pedaço do vírus ou vírus morto, e o vírus morto não desenvolve doença”, explica.

Socorro Martins, além de pediatra, é presidente do Comitê de Imunizações da Sociedade Paraibana de Pediatria e membro do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria. Ela explica que os dados de segurança das vacinas que estão sendo utilizadas no Programa Nacional de Imunizações estão sendo monitorados pela Farmacovigilância do Ministério da Saúde e até agora estão dentro do esperado para todas as vacinas.

Pediatra Socorro Martins é especialista em vacinas. Foto: Arquivo pessoal

Algumas reações citadas são: dor, rubor, edema, aumento da temperatura no local da aplicação; e eventos sistêmicos como febre baixa, dor no corpo, cefaleia (dor de cabeça) e mal estar. Porém, todos esses sintomas apresentados por algumas pessoas que são mais sensíveis, são reações leves e autolimitadas.

A vacina Oxoford/AstraZeneca tem se mostrado um pouco mais reatogênica do que a da Coronovac, segundo a médica.

A médica sugere algumas ações para amenizar o desconforto das reações: “utilizar alguma medição sintomática para febre ou dor, caso necessite, compressas frias no local da aplicação, ingerir bastante líquido, dormir bem, boa alimentação, se tranquilizar e aguardar o desaparecimento dessas reações em torno de 48-72 horas”.

Socorro explica que eventos adversos mais graves ou diferentes do esperado são muito raros e precisam ser notificados e investigados. “Precisamos notificar os eventos adversos fora do esperado e fortalecer nossa Farmacovigilância e que ela tenha a mesma credibilidade e seriedade da dos EUA e dos países europeus”, disse. Em casos como esses, ela também recomenda que o paciente procure um médico.

“As pessoas não devem se apegar aos possíveis eventos adversos, alimentando medo com falta de confiança nas vacinas, levando a hesitação em se vacinar. Estamos diante de uma pandemia com uma doença muito grave, e precisamos sempre avaliar que o risco de adoecer e apresentar complicações é infinitamente maior do que a possibilidade de um evento adverso mais importante. Então, quem estiver contemplado com a vacina, compareça ao local da aplicação, pois precisamos de uma robusta vacinação em massa para alcançarmos a tão desejada Imunidade de rebanho”, reforçou a médica pediatra.


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