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Justiça do Trabalho determina suspensão de greve dos motoristas de ônibus de João Pessoa

Diretor do Sintur-JP diz que a chapa de oposição tenta mobilizar a categoria para um momento grevista. Eleições acontecem no mês de maio.




 

Foto: Divulgação/Secom-JP

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PB) deferiu, na tarde desta segunda-feira (19), uma liminar a favor das empresas de transporte coletivo de João Pessoa, determinando a suspensão da greve dos motoristas, anunciada na última sexta-feira (16), pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de João Pessoa (Sintur-JP). O movimento estava marcado para acontecer nesta terça-feira (20).

A decisão judicial, proferida pela magistrada do trabalho substituta, Joliete Melo de Rodrigues Honorato, destaca que a ação grevista, neste momento da pandemia de Covid-19, implica na redução do quantitativo de veículos de transporte coletivo e ocasionaria aglomeração e prejuízo de medidas de isolamento social, causando riscos incomensuráveis à vida e à saúde da população.

O Jornal da Paraíba entrou em contato com o presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Passageiros e Cargas no Estado da Paraíba (Sintro-PB), Claudemir Bezerra, que disse estar em reunião com os representantes da categoria para definir o que será realizado.

“O Sintur-JP recebe essa decisão com alívio pois, nesse momento tão difícil que estamos passando, seria um grande transtorno à população enfrentar uma paralisação dos motoristas de ônibus”, disse o diretor institucional do Sintur-JP, Isaac Júnior Moreira.

De acordo com a liminar, o sindicato dos motoristas da capital terá que se abster de realizar manifestação que paralise, direta ou indiretamente, parcial ou completamente, a operação e tráfego dos ônibus na cidade de João Pessoa em todos os itinerários e linhas de ônibus, ficando impedidos de opor qualquer tipo de obstáculo ou realizar qualquer tipo de movimento tendente a prejudicar a fruição dos serviços de transportes públicos por ônibus na cidade.

Segundo Wilson Teixeira, motorista e um dos presidentes do Sindicato da categoria, a greve se respalda em mudanças definidas pelas empresas, como o valor do vale-alimentação dos motoristas, que diminuiu de R$ 600 para quase 50% a menos.

Ainda conforme a categoria, as comissões também diminuíram. Eles alegam que os patrões deixaram de pagar por giro e só pagam 2% no dinheiro. Outra pauta da greve é a dupla jornada de trabalho. Wilson afirma que muitos motoristas estão adoecendo de tanto trabalhar. Os motoristas também reivindicam a instalação de um ponto eletrônico, para que as horas extras sejam contadas e, consequentemente, pagas.

O Sintur-JP informou que “as empresas concessionárias estão cumprindo rigorosamente com todas as cláusulas do dissídio coletivo vigente homologado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PB)”. O sindicato também declarou que foi “surpreendido” com a decisão, pois não houve pedido de diálogo, reunião ou pauta de reinvidicação.


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