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Especialista explica como idosos com mais de 60 anos podem ter qualidade de vida e rotina de exercícios

Mesmo com as mudanças no corpo, é possível realizar ações que ajudam a conservar a saúde.




Gracinha/Arquivo pessoal

A expectativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de que, a população de idosos, vai triplicar no Brasil entre 2010 e 2050, atingindo o número de mais de 66 milhões de indivíduos. Em 2030, inclusive, o número de pessoas acima de 60 anos superará o de crianças brasileiras. Com isso, a preocupação com a qualidade de vida na terceira idade tende a ser um tema recorrente nos próximos anos.

Maria das Graças, de 62 anos, mantém uma prática regular de esportes. Gracinha, como é conhecida, disseque sempre gostou de esportes e que foi atleta, mas não parou. A história dela foi contada na edição deste domingo (28) do Paraíba Comunidade. Na segunda, quarta e sábado, ela corre às 5h30; na terça ao fim da tarde, ela corre na areia da praia; na terça e quinta e domingo, ela pratica ciclismo. 
Gracinha joga vôlei há mais de 30 anos nas areias da praia de Cabo Branco, em João Pessoa. “Um jogo só de mulheres amigas que estão na prática há mais de 50 anos”, disse. Ela também joga beach tennis, mas interrompeu a prática durante a pandemia para não se expor aos riscos.
Não basta a prática de esportes, é preciso ter uma alimentação saudável para dar sustento aos esforços diários. A dieta dela inclui frutas, raízes, lácteos e ovos, mas sem inclusão de açúcar. Sementes, especiarias e condimentos naturais se somam ao cardápio permitido. A atleta também faz suplementação alimentar e pode ingerir chás e cafés.
Para envelhecer bem, os cuidados precisam começar ainda na juventude. Segundo o médico geriatra Daniel Rolo, ter  um sono regular, uma rotina de exercícios físicos e cuidado com a alimentação ainda quando se é jovem, faz com que o organismo envelheça bem.
“O sono adequado, condicionamento físico regular, uma dieta bem diversificada faz com que o organismo se adapte e trabalhe da melhor maneira possível, por muito mais tempo. Para envelhecer bem, a gente precisa pensar em como dormir bem, se alimentar bem, fazer exercício físico regular. A gente deve começar a fazer isso cedo, lá atrás, para envelhecer tão bem”, disse.
O especialista também explica que envelhecer é algo individual e diferente para cada indivíduo, e que ninguém vive como um idoso a partir dos 60 anos.
“O envelhecimento é algo muito heterogêneo. As pessoas envelhecem ao seu modo, cada um envelhece de um jeito diferente.  É pouco falar que aos 60 anos somos todos considerados idosos. Isso é muito relativo. Tem gente que chega aos 60 anos acamado e tem gente que chega aos 80 anos correndo maratona”, comentou.
O médico esclarece, ainda, que existem condições de saúde delicadas para algumas pessoas, que podem lidar com doenças crônicas na velhice como doenças cardíacas, pulmonares e cerebrovasculares, mas que é algo que nem sempre dá para prever.
Apesar de isso acontecer  e de ninguém saber com quais crises, ou doenças crônicas, as pessoas podem lidar ao envelhecerem, dr. Daniel conta que um estilo de vida saudável na juventude pode reduzir bastante os riscos de uma velhice menos saudável por causa das doenças crônicas.
“Doenças podem acontecer, a gente nunca sabe as crises que nossa vida vai trazer para a gente, no entanto, eu diminuo muito o risco disso quando se preocupa desde novo”, explicou Daniel Rolo.
Nos dias, o estilo de vida saudável na juventude e também na  velhice é cada vez mais acessível. Encontrar na rotina um espaço de tempo que proporcione qualidade  de vida no dia a dia é fundamental para que a população envelheça, atingindo a expectativa do IBGE para os próximos anos.


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