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Dia da Mulher Engenheira: projeto incentiva alunas da rede pública a seguirem carreira na engenharia

Projeto ‘Engenheiras da Borborema’ existe desde 2015, oferecendo oficinas, visitas técnicas e outras atividades para alunas de escolas públicas.




Mulher Engenheira

‘Engenheiras da Borborema’ incentiva estudantes da rede pública a seguirem carreira na engenharia.
Foto; Beatriz Emiliano/Arquivo pessoal

O Dia Internacional da Mulher Engenheira é comemorado nesta quarta-feira (23). A data foi criada para contribuir com a igualdade de gênero na área. Um projeto realizado por profissionais da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) busca estimular alunas de escolas públicas a cursarem engenharia. Trata-se do ‘Engenheiras da Borborema’, que existe desde 2015.

O projeto conta com ações nas escolas ao longo do ano letivo, com palestras e visitas técnicas na universidade. Além disso, conta com um núcleo de oficinas com controle de automação para a construção de projetos de engenharia.

“Buscamos construir modelos de referências com profissionais mulheres bem-sucedidas em suas carreiras. O projeto também se preocupa em sempre deixar as mulheres em posições de liderança, levando para os jovens a mensagem de que isso é possível”, afirma Vanessa Batista Schramm, coordenadora do projeto e membro do Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE).

Participante fala sobre o projeto

Uma das participantes do ‘Engenheiras da Borborema’ é a estudante de engenharia Beatriz Emiliano. Ela conheceu a iniciativa quando cursava o primeiro ano do ensino médio, na Escola Cidadã Integral Professor Itan Pereira, em Campina Grande.

Na época, pensava em cursar odontologia, mas com a participação nas atividades do projeto, como a oficina de arduino, decidiu cursar Engenharia Elétrica, na UFCG. Hoje, ela busca encorajar outras meninas a seguirem a carreira que desejam.

“Temos que seguir o que nosso coração quer e ignorar frases prontas como ‘isso não é lugar de uma mulher’ ou ‘você não vai conseguir”, apenas pelo seu gênero. O projeto é muito importante, pois eu consegui conhecer um curso que antes não era bem visto pelas meninas, por achar um ambiente masculino”, afirmou.


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