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Governo pode punir embaixador desertor

Fares é o mais graduado funcionário do corpo governamental sírio a desertar e representa uma das mais pesadas baixas do regime.




O regime sírio, que ontem não se pronunciou sobre a deserção do embaixador Nawaf al Fares, declarou que o alto funcionário "não tem mais quaisquer ligações com a embaixada em Bagdá ou com o Ministério das Relações Exteriores". O representante diplomático também postou um vídeo no Facebook em que apela ao Exército para que se volte contra "os criminosos" no governo.

Na mesma nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores sírio também afirmou que al Fares deveria enfrentar "punições legais e disciplinares".

Fares é o mais graduado funcionário do corpo governamental sírio a desertar e representa uma das mais pesadas baixas do regime em 16 meses de revolta popular.

Segundo organizações oposicionistas, e levantamentos das Nações Unidas, mais de 15.000 morreram, principalmente por conta da repressão das forças leais à Assad. A imprensa mundial tem dificuldades em verificar a acurácia desta cifra, já que o regime bloqueia a entrada de jornalistas estrangeiros no país.

Revolta
Nawaf al Fares, o primeiro embaixador a desertar da Síria, atacou o regime de Bashar al Assad e instigou o Exército a "voltar suas armas contra os criminosos" do governo, em vídeo postado no Facebook na última quarta-feira.

Fares, que mantinha ligações estreitas com as forças de segurança, era o representante diplomático no Iraque, um dos poucos países ainda aliados do regime sírio na região.

Sua deserção, ocorre poucos dias após a saída do general sunita Manaf Tlas, que já foi bastante amigo de Assad.

O ex-embaixador postou um vídeo no Facebook, onde insistiu que as forças governamentais têm assassinado civis.

"Eu declaro que me uno, a partir deste momento, às fileiras da revolução do povo sírio", afirmou, acrescentando: "eu peço (…) aos membros das forças militares que se unam à revolução e defendem seu país e seus cidadãos. Voltem suas armas contra os criminosos deste regime".

"Todo homem sírio deve se unir à revolução para apagar esse pesadelo e sua gangue", afirmou ainda, acrescentando que a família Assad e seus aliados "destruíram a sociedade" por 40 anos.


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