Mundo

Divulgado relatório sobre HIV

Em 2003, cerca de 400 mil pessoas tinham acesso a antiretrovirais. Em 2011, o número saltou para 8 milhões.




Dados divulgados ontem pela Unaids indicam que o mundo poderá atingir duas metas propostas para 2015: universalizar o tratamento contra a doença e zerar a transmissão do vírus HIV entre a mãe e o bebê.

"Essa é a grande notícia", afirmou Pedro Chequer, coordenador da Unaids (agência da ONU contra Aids e HIV) no Brasil, sobre a curva de expansão do tratamento.

Em 2003, cerca de 400 mil pessoas tinham acesso a antiretrovirais. Em 2011, o número saltou para 8 milhões, sempre considerando os países de baixa e média renda. Apesar de ter crescido, porém, os 8 milhões representam apenas 54% do total estimado de pessoas que deveriam estar em tratamento.

A América Latina é a região com cobertura de tratamento mais massiva, segundo a Unaids, alcançando 70% da população alvo.

As regiões tidas como preocupantes são Oriente Médio e norte da África (13%) e Europa do Leste e Ásia central (23%).
A curva da transmissão vertical do vírus –entre mãe e bebê– também se mostra descendente nos últimos anos.

Dados
O relatório, que avalia as condições dos países em 2011, estima que 34,2 milhões de pessoas vivem com o vírus HIV no mundo, quase 70% delas na África subsaariana –apesar de abarcar os maiores números da epidemia, essa região é, também, a que apresenta um dos melhores resultados na redução, segundo a Unaids.

O outro dado comemorado pela Unaids é a possibilidade de zerar a transmissão vertical do vírus, entre a mãe e o bebê. Mas, apesar do movimento global nesse sentido, países como Angola, Moçambique e Índia não avançaram quase nada nos últimos dois anos. O relatório destaca ainda entraves para vencer o HIV, como estagnação do financiamento global contra a doença em época de crise –deficit que pode ser de U$ 7 bilhões em 2015.
Outro entrave é o ritmo lento de redução no número de novos casos entre adultos.

O número de pessoas com o vírus em 2011 é levemente superior ao constatado em 2010 (34 milhões), o que indica aumento na expectativa de vida dos pacientes por conta de acesso aos medicamentos.

Estima-se que a Aids matou, em 2011, 1,7 milhão de pessoas, 24% a menos que em 2005, ano em que houve o pico de mortes.

Truvada
Chequer se mostrou bastante cauteloso ao falar do Truvada, primeiro medicamento autorizado pelo governo americano para uso na prevenção da infecção.

"Esta semana se falou do Truvada como uma panaceia. Temos que ter cuidado", disse.


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.