Esportes

Uma cidade em festa

Em Cruz do Espírito Santo, terra natal do zagueiro Durval, convocação do atleta anima moradores, que fazem festa.




Aos 32 anos, o zagueiro Durval é o cara. Isso se depender dos moradores de Cruz do Espírito Santo, a 25 km da capital João Pessoa, na Paraíba. É que na terra natal do atleta, os moradores ainda estão em festa com a primeira convocação do jogador para a Seleção brasileira. Nas ruas, todo mundo reconhece o nome do ídolo quando é citado.

– Eu sei quem é Durval. Jogador do Santos, que foi convocado para jogar pelo Brasil. Todos receberam a notícia bem, e principalmente quando começar a jogar com a amarelinha vamos estar em festa. Fiquei muito feliz. Já vi ele jogar aqui na minha cidade, e achei muito bonito. Gostei muito”, comentou o comerciante José Tavares.

Há 12 anos, José do Nascimento é vizinho da família de Durval.

Recentemente, Chumbo, como também é conhecido, ganhou de presente uma camisa do Santos. E autografada de estrelas.

Robinho, que atualmente está no Milan, da Itália, Paulo Henrique Ganso, agora no São Paulo, e Edu Dracena, zagueiro e capitão do Peixe.

“É um grande amigo da gente aqui. Eu fico orgulhoso por ele. Durval jogou no Botafogo, Sport, está agora no Santos e foi campeão em todos os clubes que passou. É uma pessoa maravilhosa. Já merecia há muito tempo essa convocação. Com certeza vai ser titular na partida contra a Argentina”, aposta Chumbo.

Outro amigo de Durval é Washington Santana, que diz que a profissão do atleta era plantador de cana-de-açúcar. Além de estudar, era isso que o zagueiro fazia antes de ser jogador de futebol profissional. O vigilante era só elogios para o mais novo convocado do técnico Mano Menezes.

“Ele trabalhou na Usina São João, que fica na fazenda São Felipe, em Cruz do Espírito Santo. Chegou até a trabalhar com minha mãe. É um orgulho tê-lo como nosso representante”, revelou Washington.

Professor da Escola Estadual Fernando Milanez há 33 anos, Pedro Cunha deu aula para Durval na 5ª série. Ele relembra o comportamento do jogador na sala de aula e diz que o atleta já tinha interesse em um dia estar dentro dos gramados. Em breve, o zagueiro será homenageado na Feira de Ciências do colégio, como “filho ilustre” de Cruz do Espírito Santo.

“Era um aluno exemplar e muito tímido. Ficava muito parado e não falava nada. Só se mexia mesmo para jogar no campo de futebol ao lado aqui da Escola”, explica Pedro.
(Do Globoesporte.com)
 


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