Esportes

Operação Cartola: 1ª audiência dura mais de cinco horas e quatro testemunhas falam

Processo é contra 17 pessoas, entre ex-dirigentes e árbitros de futebol.




Audiência aconteceu no Fórum Criminal de João Pessoa (Foto: Arquivo)

Durou mais de cinco horas a primeira audiência da ação penal resultante da Operação Cartola, que aconteceu na quinta-feira (16). Estava previsto que a juíza Aylzia Fabiana Borges Carrilho, da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, ouvisse 12 testemunhas de acusação, mas oito acabaram dispensadas e uma falou na condição de declarante. O processo é contra 17 pessoas, acusadas de formarem um esquema criminoso de manipulação de jogos de futebol.

Na audiência, foram ouvidos como testemunhas Nosman Barreiro, Roberto Lima, Dguerro Xavier e Oberto Santos. Gilvanez Araujo foi dispensado como testemunha, mas fez questão de falar e falou como declarante. Eles responderam perguntas da juíza, do Ministério Público e também dos advogados dos réus do processo.

Advogados de defesa disseram à reportagem da TV Cabo Branco que pediram que a audiência fosse adiada, sob a alegação de que não tiveram acesso às escutas telefônicas usadas como prova na operação. A juíza decidiu prosseguir e existe a expectativa de que haja um pedido de anulação.

A próxima audiência será no dia 10 de julho, no mesmo local, com as testemunhas de defesa.

A Operação

A ‘Cartola’ foi deflagrada em maio de 2018. No decorrer de oito meses de investigação, a Polícia Civil gravou aproximadamente 105 mil ligações telefônicas. Oitentas pessoas foram investigadas no esquema.

A operação teve como objetivo apurar crimes cometidos por uma organização composta por membros da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Comissão Estadual de Arbitragem da Paraíba (CEAF), Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJD/PB) e dirigentes de clubes de futebol profissional da Paraíba e árbitros.

Na denúncia apresentada à Justiça, o MPPB pede a condenação dos acusados com base em crimes previstos no Código do Processo Penal e no Estatuto do Torcedor. Para explicar com maior detalhe o funcionamento da “organização criminosa” (Orcrim) descrita no processo, o órgão dividiu, na denúncia, o grupo em três. Cada um, com sua especificidade, teria trabalhando para o sucesso da empreitada, de acordo com a apuração. As alas de atuação foram divididas de forma a existirem os núcleos dos gestores/líderes, supervisores e logística.

Veja a composição de cada núcleo:

Núcleo dos gestores/líderes:
1. Amadeu Rodrigues da Silva Junior, presidente da FPF
2. Breno Morais Almeida, vice-presidente do clube Botafogo
3. Lionaldo dos Santos Silva, presidente do STJD
4. Marinaldo Roberto de Barros, procurador do STJD
5. Jose Renato Albuquerque Soares, membro da Comissão Estadual de Árbitros de Futebol
6. Severino Jose de Lemos, membro da Comissão de Arbitragem
7. Genildo Januario da Silva, vice-presidente do Sindicato dos Árbitros

Núcleo dos supervisores:
8. Adeilson Carmo Sales de Souza, atuou na Comissão de Arbitragem
9. Antonio Carlos da Rocha, árbitro
10. Antonio Umbelino de Santana, árbitro
11. Eder Caxias Meneses, árbitro
12. Francisco de Assis da Costa Santiago, árbitro
13. João Bosco Sátiro da Nobrega, árbitro
14. Jose Maria de Lucena Netto, árbitro
15. Tarcisio Jose de Souza, árbitro
16. Josiel Ferreira da Silva, árbitro

Núcleo da logística:
17. Jose Araujo da Penha, funcionário da FPF


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