Esportes

Inter vence e se aproxima do G-4; Galo fica em zona perigosa

Colorado marcou 1 a 0 no Atlético, que foi pouco eficiente no primeiro tempo e se atrapalhou no final da partida.




Do G1

Para os colorados, uma boa notícia: a entrada no grupo da Libertadores parece questão de tempo. Para a torcida do Galo, uma triste realidade: o clube está cada vez mais perto da zona de rebaixamento. O Inter venceu o Atlético-MG por 1 a 0 na noite desta quinta-feira, no Beira-Rio, e se aproximou de vez do G-4. O resultado foi desastroso para o Galo. Afetado pelo empate do Goiás com o Vasco (1 a 1), o time de Belo Horizonte fechou a 13ª rodada um ponto mais próximo da zona da degola.

O Colorado subiu para a oitava colocação, com 18 pontos, a apenas três do Palmeiras, o quarto colocado. O Atlético, estagnado nos 12, há seis partidas sem vencer, tem um ponto a mais do que o Goiás, que abre a área da degola. Na próxima rodada, o Inter visita o Náutico, enquanto o Galo recebe o Coritiba. Os dois jogos são no domingo.

Com blitz inicial, Inter larga na frente
O Inter foi a campo disposto a tirar o ar dos mineiros. Com um minuto de jogo, Alex já avisou que a blitz vermelha marcaria presença. O canhotinho chutou com perigo, à direita do gol de Edson. Foram necessárias apenas mais cinco voltas do ponteiro no relógio para a rede atleticana balançar. Marcão pegou rebote na entrada da área, conduziu a bola para a ponta esquerda e mandou o cruzamento. Nilmar, de cabeça, concluiu para o gol: 1 a 0 Inter.

O gol tonteou o Galo. Nilmar, com um toquezinho de muita visão, deixou Magrão frente a frente com Edson, que conseguiu desviar o chute para escanteio. Alex, na cobrança, quase fez gol olímpico.

E aí o Atlético-MG se acalmou, começou a pensar no jogo e, como conseqüência, cresceu. César Prates foi a principal arma ofensiva dos visitantes. Primeiro na ala direita, depois no outro lado, ele incomodou. Foi o responsável por cruzamentos perigosos, mas mal concluídos. Faltou poder de fogo ao Galo. Nem a entrada de Marques surtiu efeito prático. Mesmo com bom volume de jogo, as ameaças mineiras foram tênues. O Inter, em contra-ataques geralmente puxados por Taison, esteve perto de ampliar.

Inter corre, Atlético tropeça
Se erros de passe na saída para o ataque valessem pontos, o Atlético era candidato sério ao título. O time de Alexandre Gallo tropeçou na própria ansiedade no segundo tempo. Em cada toque, parecia lidar com uma bola de boliche. A sorte dos mineiros é que o Inter estava numa noite bondosa. Cada presente recebido pelos vermelhos foi prontamente retribuído. Taison voltou a correr mais rápido do que exigia o lance. A equipe de Tite também errou além da conta.

E o resultado prático foi um Atlético, apesar de atrapalhado, ameaçador em alguns momentos. Aos 19 minutos, por exemplo. Marques, sozinho pela ponta esquerda, mirou o ângulo de Renan. O chute foi colocado, com tremendo perigo. A bola lambeu a trave colorada. Aos 24, Gedeon perdeu gol feito ao cabecear para fora, na cara do goleiro gaúcho.

O Inter pediu para levar o gol. Ao recuar, errar demais e permitir a pressão do adversário, o time colorado irritou a torcida, que resmungou nas arquibancadas. Mas o Galo não soube aproveitar os defeitos do time da casa. E o Inter, mesmo jogando pouco, bem abaixo do que pode, conquistou três pontos preciosos.


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