Esportes

Confederação Brasileira de Hipismo pode intervir na Federação Paraibana

Entre as irregularidades da Federação Equestre Paraibana (Fepa), está a omissão de R$ 65 mil repassados pela Secretaria Estadual de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).




Da Redação
Com assessoria da SHCB

Uma série de irregularidades foi encontrada na prestação de contas, referente ao ano de 2008, da Federação Equestre Paraibana (Fepa), apresentada pela ex-presidente da entidade, Manuelina Hardman, que pode fazer com que o órgão sofra interferências da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH).

Entre as irregularidades, está a omissão de R$ 65 mil repassados pela Secretaria Estadual de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel) e também a não citação do montante repassado pela Confederação Brasileira de Hipismo (CBH).

Analisando os documentos emitidos pela ex-presidente da Fepa, percebe-se mais irregularidades. A convocação para a Assembleia Geral, visando analisar as prestações de contas da entidade foi feita para o dia 7 de janeiro, às 19h30, no Hardman Hotel. No entanto, o parecer do Conselho Fiscal é do dia 31 de dezembro do ano passado, significando, portanto, um parecer fabricado. “Como explicar? Convoca-se uma Assembleia para apreciar a prestação de contas e esta prestação já vem com um parcer?”, questionou Eduardo Carlos, representante da Sociedade Hípica Cabo Branco (SHCB).

Os representante da SHCB levaram todas estas preocupações para Assembleia da entidade, reclamando da falta de transparência, inclusive apresentando os reteirado pedidos feitos a ex-presidente, solicitando cópias de documentos contábeis-financeiros, visando a estabelecer a transparência e legalidade dos atos administrativos. Porém, nenhum fora respondido. “Até hoje não sabemos o quanto a CBH repassou para a Fepa”, exemplicou Eduardo Carlos, lembrando que tanto a ex-presidente como o presidente do Conselho Fiscal, Petrov Baltar desprezaram o pedido de transparência.

Outra situação irregular foi a acumulação de funções, onde o presidente do Conselho Fiscal da entidade, Petrov Baltar, e o conselheiro suplente, tenente-coronel Jefferson da Costa e Silva, ocuparam ilegalmente, na Assembleia Geral Ordinária da Fepa, respectivamente, as funções de presidente e secretário. Esta condição pode anular até a Assembleia visto que o Estatuto da Fepa em seu artigo 30, § 3 proíbe qualquer membro do Conselho exercer qualquer outra função.

Ainda dentre as muitas irregularidades, praticadas pela gestão passada da Fepa, a chapa única organizada, que não constou os candidatos aos cargos do Tribunal de Justiça Desportiva, o que na prática seria o mesmo que o Poder Judiciário inexistisse na realidade estatal.

 


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