Esportes

'Aceito parar o futebol, se pararem todos os outros segmentos', diz presidente da FPF

Ela justificou que o esporte profissional é uma atividade econômica, assim como outras que estão funcionando.




“Aceito parar o futebol, se pararem todos os outros segmentos”, diz presidente da FPF. Foto: Divulgação/FPF

Após o Ministério Público da Paraíba sinalizar o envio de uma recomendação para que os jogos da Copa do Brasil e da Copa do Nordeste não ocorram no estado, por causa do avanço da Covid-19, a presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Michelle Ramalho, se posicionou. Ela afirmou ser favorável à paralisação, desde que todos os setores da economia também não possam desenvolver suas atividades durante o período de pandemia.

Ela justificou a sua defesa afirmando que o futebol precisa deixar de ser visto meramente como uma atividade de lazer, mas como um viés da economia, onde vários profissionais precisam que o segmento funcione para garantir o seu sustento.

“Muitos setores da economia não pararam. Os shoppings, por exemplo, continuam abertos. Então por que parar o futebol, se é um dos setores que tomou as maiores medidas de segurança? Se for para parar, vamos parar todos os segmentos da economia. Parar só o futebol não é justo e as pessoas precisam deixar de enxergar o esporte somente como uma atividade de lazer ou de diversão. O futebol movimenta a economia e existem profissionais que dependem diretamente dessa atividade para garantir a sua subsistência”, justificou Michelle, em entrevista ao Globo Esporte, da TV Cabo branco.

Outro ponto abordado pela presidente da FPF diz respeito ao controle sanitário que é feito, desde os centros de treinamentos dos clubes de futebol, até a realização das partidas nos estádios. Michelle citou que, ao contrário de outros segmentos, o futebol é o único em que seus profissionais são testados periodicamente e que não há fatores externos que possam contribuir com a contaminação de jogadores, membros das comissões técnicas e árbitros, pois a presença de público nos jogos não está autorizada pelos órgãos de saúde, nem pelas entidades que organizam o esporte no país.

“Basta lembrar que os consumidores, que são os torcedores, eles sequer podem entrar nos estádios com aferição de temperatura e usando máscaras, como acontece em outros locais. Além do torcedor não poder entrar para ver os jogos, os trabalhadores do esporte só podem exercer suas atividades após serem testados e o resultado para Covid-19 aparecer negativo. O que estão querendo fazer com o futebol não é justo e o que nós buscamos, neste momento, é equidade e justiça”, disse.


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