Eleições 2020

Ricardo pretende criar uma Organização Social pública para gerir a Saúde em João Pessoa

O candidato do PSB a prefeito de João Pessoa foi entrevistado pela CBN nesta quinta (29).




O candidato do PSB o prefeito de João Pessoa foi entrevistado pela CBN nesta quinta-feira (29). Foto: Angélica Nunes

O ex-governador Ricardo Coutinho, candidato do PSB a prefeito de João Pessoa, foi entrevistado pela CBN nesta quinta-feira (29). Sabatinado pelos jornalistas Carla Visani (âncora do programa), Suetoni Souto Maior, da CBN, e Laerte Cerqueira, da TV Cabo Branco, ele foi perguntado sobre as investigações envolvendo seu nome no âmbito da Operação Calvário, ações para saúde, segurança, educação e as obras da Barreira do Cabo Branco.

Perguntado sobre ações para a saúde, uma das principais preocupações da população de João Pessoa, segundo a pesquisa Ibope, Ricardo Coutinho disse que pensa muito em criar uma Organização Social pública para gerir a área na capital. O modelo de gestão adotado pelo socialista quando governou a Paraíba tem sido alvo da Operação Calvário, comandada pelo Ministério Público da Paraíba.

O candidato defendeu que o modelo é eficiente e traz bons números, como a regularização trabalhista e melhor estrutura como o uso de geradores com menor custo. “Apenas no Trauma de João Pessoa, gerou um aumento de 148 leitos para 331 leitos, com apenas R$ 12,5 milhões, no final de 2018, por mês. Enquanto que um mesmo hospital em Goiana, por exemplo, com 330 leitos, custa R$ 19 milhões e no Rio de Janeiro custa R$ 30 milhões. Se você olhar para o Museu do Louvre, o Masp, muita coisa que existe na primeira infância, você tem a presença das organizações sociais. O problema é que criminalizaram tudo”, comentou.

 

Calvário

 

A investigação dos contratos de gestão com as Organizações Sociais que administraram equipamentos de saúde e educação no seu governo, também foi comentada pelo candidato. Ricardo virou réu no processo, acusado de chefiar a suposta organização criminosa que teria desviado R$ 134,2 milhões. “Em relação a mim tudo é mentira. Basta pesquisar na única conta que eu tenho, não houve um único depósito, no meu patrimônio da vida inteira não apresenta nenhuma discrepância”, afirmou.

Ricardo Coutinho questionou, ainda, o fato de não ter sido convocado para dar explicações à Justiça. “Não é uma coisa lógica de que alguém quando acusa procura ouvir o acusado? Para se tivesse provas pegar esse acusado em contradição? O estado de direito não reclama isso? O que existe é uma tentativa muito clara de me excluir da política. Eu vou provar toda a minha inocência, mas eu não posso provar agora porque o tempo não é meu, mas o da Justiça. Então daqui há dez anos isso vai continuar circulando da mesma forma”, comentou.

 

Barreira

 

Os problemas da erosão da Barreira do Cabo Branco também entraram na pauta da entrevista com o candidato. Ele disse que, caso seja eleito, pretende mudar totalmente o projeto em vigor. “Ele é uma aberração. Você não pode colocar um monte de pedra achando que isso vai resolver. O problema da barreira é o seguinte: você tem duas entradas dos arrecifes dentro do mar, um no Seixas e outra em frente à pracinha de Iemanjá. É preciso diminuir a energia das ondas para que elas se afastem da Barreira e ao mesmo tempo construir um gabião para que ele possa acumular terra”, explicou.

O candidato também rebateu acusações de que a construção da Estação Ciência teria contribuído para a aceleração da erosão da barreira do Cabo Branco, já que ele não teria feito “Não conheço nenhum especialista que diga que a estação prejudicou a  barreira. Até a drenagem é feita para fora. É preciso compreender que aquilo que está lá, uma obra de Niemeyer, ela fortalece uma perspectiva de defesa do nosso ponto da nossa identidade que é a Ponta do cabo Branco”, reiterou.

 

Entrevista

 

A rodada de entrevistas com os candidatos se encerra nesta sexta-feira (29), com Ruy Carneiro (PSDB). A ordem dos postulantes na sabatina foi definida por sorteio, com as equipes de campanha. Ao todo, o candidato tem 30 minutos para falar de projetos, experiência política e planos que pretende colocar em prática, caso seja eleito.

 

Veja a ordem dos candidatos:

 

Dia 13/10/20 – Edilma Freire (PV)
Dia 14/10/20 – Nilvan Ferreira (MDB)
Dia 15/10/20 – Anísio Maia (PT)
Dia 16/10/20 – Ítalo Guedes (Psol)

Dia 17/10/20 – Sábado
Dia 18/10/20 – Domingo

Dia 19/10/20 – João Almeida (SD)
Dia 20/10/20 – Carlos Monteiro (Rede)
Dia 21/10/20 – Cícero Lucena (Progressistas)
Dia 22/10/20 – Raoni Mendes (DEM)
Dia 23/10/20 – Wallber Virgolino (Patriota)

Dia 24/10/20 – Sábado
Dia 25/10/20 – Domingo

Dia 26/10/20 – Rama Dantas (PSTU)
Dia 27/10/20 – Rafael Freire (UP)
Dia 28/10/20 – Camilo Duarte (PCO)
Dia 29/10/20 – Ricardo Coutinho (PSB)
Dia 30/10/20 – Ruy Carneiro (PSDB)


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