Eleições 2020

Olímpio Rocha critica "familismo" no cenário político de Campina Grande

Candidato do PSOL disse não ter nada contra os adversários, mas defendeu o fim do familismo.




Foto: Divulgação

O candidato à prefeitura de Campina Grande pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Olímpio Rocha, criticou duramente as chapas cujos candidatos ao pleito são membros de tradicionais famílias da política campinense e paraibana.

Olímpio detalhou uma linha do tempo da política paraibana para justificar sua opinião contra a eleição de candidatos com sobrenomes comuns. Para ele, o familismo na política de Campina Grande precisa acabar “de uma vez por todas”.

“Eu tenho 35 anos de idade. Quando eu nasci, o prefeito era um Cunha Lima. Eu era menino, vi o Brasil ser tetracampeão, o governador era outro Cunha Lima. Entrei na faculdade, o governador era o mesmo Cunha Lima que já tinha sido Prefeito. Comecei minha vida profissional, o prefeito era um Vital do Rêgo. Segui minha vida profissional, o prefeito era primo do Cunha Lima que já tinha sido prefeito.”, comentou.

Sem citar os nomes dos adversários, Olímpio ainda explicou que não tem nada contra os demais candidatos, mas disse que eles têm “o problema sério de representar o familismo”.

“Basta com essa história de familismo. Não quero falar pessoalmente aos candidatos, tenho mantido relações cordiais com todos, mas eles têm um problema sério que é o fato de serem dessas famílias que estão de protraindo no tempo há não sei quantos anos, antes mesmo de eu nascer”, disse.

Os adversários que Olímpio não citou nominalmente são Ana Cláudia Vital do Rêgo (Podemos ) e Bruno Cunha Lima (PSD). Este último, inclusive, falou sobre a questão familiar em entrevista na CBN, nesta quarta-feira (21). “São os mesmo sobrenomes, mas não são as mesmas pessoas. Criticar apenas por isso é desconhecer a legitimidade e a soberania das pessoas que em todas essas eleições foram escolhidas pelo eleitor campinense”, disse Bruno.


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