Educação

Servidores da UFPB e UFCG param atividades a partir do dia 28

Na próxima terça-feira (22), haverá uma assembleia geral na UFPB para definir os detalhes da greve.




Do Jornal da Paraíba

Os 3.800 servidores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) devem paralisar as atividades por tempo indeterminado a partir do dia 28, informou o sindicato dos servidores da UFPB. Na próxima terça-feira (22), haverá uma assembleia geral para definir os detalhes da greve. Com o anúncio da paralisação, os estudantes do campus I da UFPB, em João Pessoa, temem ser prejudicados com a decisão da categoria.

Segundo o vice-presidente do sindicato, Gideon Soares, a paralisação da semana que vem será de caratér nacional, motivada pela luta por melhorias salariais e contra a medida do governo federal de privatizar os hospitais universitários.

De acordo com Gideon Soares, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), criada pela Medida Provisória 520, é “uma estratégia do governo para transferir à iniciativa privada a responsabilidade sobre os hospitais universitários brasileiros. Também somos contra a abolição dos concursos públicos, medida também prevista no plano do governo”, afirmou.

O anúncio da greve deixou alunos receosos de não terem acesso aos serviços da UFPB, como o restaurante universitário e a Biblioteca Central. De acordo com a assessoria de imprensa da UFPB, como a paralisação é nacional, a reitoria não tem como se posicionar em relação à greve. Apenas depois que a assembleia da categoria for realizada na próxima terça-feira, é que a reitoria irá estudar a realização de alguma ação em relação à greve.

UFCG

Na Universidade Federal de Campina Grande, o movimento grevista deve alcançar quase 1,7 mil trabalhadores, segundo o Sindicado dos Trabalhadores em Educação Superior das Instituições Federais de Ensino (SINTEF/INTERPB).

No entanto, a adesão à paralisação só acontecerá em uma assembleia da categoria, a ser realizada até o próximo dia 28, data marcada para a greve. “Já fizemos assembleias para discutir o assunto e voltaremos a nos reunir para decidir. Defendemos uma mobilização unificada, não apenas com os servidores das universidades, mas também com outras categorias”, observou o presidente do SINTEF/INTERPB, João Luís dos Santos. Entre as reivindicações da categoria estão a elaboração de tabelas salariais e reajustes, além de investimentos na qualificação profissional para os servidores.

Mesmo com o anúncio da paralisação, a assessoria de imprensa da UFCG informou que o funcionamento da instituição não deve ser alterado, já que a lei determina a manutenção dos 30% dos servidores trabalhando, mesmo em situações de paralisação ou greve decretadas. (Com informações de João Paulo Medeiros)


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