Educação

Professores de Bayeux se reúnem hoje para discutir greve

90% dos docentes da rede municipal de ensino de Bayeux estão fora  das salas de aulas desde maio. Secretaria de Educação do município já concedeu 9% de aumento.




Da Redação

Professores municipais de Bayeux seguem reivindicando reajustes salariais e devem se reunir hoje (8), às 14h, no auditório da Escola Irineu Pinto. A professora da Escola Municipal Assis Chateaubriand, Maria José Paulino de Assis, falou com o Paraíba1 sobre a paralização que acontece desde o dia 28 de maio.

De acordo com ela, são 15 mil alunos prejudicados em 26 escolas no município, com 90% dos professores paralizados e apenas os contratados provisoriamente não adeririam ao movimento. O Sindicato dos Professores Municipais de Bayeux pede reajuste salarial de 13%. A Secretarias de Educação e Administração, no entanto, concederam 9% de reajuste.

Esse aumento corresponde à cota aluno/ano, repassada pelo Mec, através do Fundo Nacional de Desenvolvimento e Educação (FNDE) aos estados e prefeituras que não arrecadaram o suficiente para garantir o valor mínimo por aluno/ano estabelecido na legislação do Fundo da Educação Básica (Fundeb).

De acordo com tabela disponibilizada no portal eletrônico do Ministério da Educação, os valores recebidos pela Paraíba em janeiro deste ano foram: R$ 2.677.624,93 para o estado e R$ 3.764.808,86 para o município, totalizando R$ 6.442.433,79.

Patrícia Teotônio, secretária de Comunicação de Bayeux, diz que a Prefeitura aguarda bom senso dos professores, pois os reajustes recebidos pela categoria somam 19% de aumento: os 9% no salário e os 10% sobre a Gratificação Específica de Atividade Docente (Gead).

Mas a professora Maria José Paulino diz que o sindicato pede aumento salarial de 13%, totalizando 23% de reajuste se somado à Gead. Ela também diz que apenas as Secretarias de Educação e Administração receberam o sindicato, e que o prefeito se recusa à atendê-los. A precariedade estrutural das escolas municipais de Bayeux também é tema desta discussão, de acordo com Maria José.

Patrícia Teotônio pede que os professores entendam que a o município não pode conceder um reajuste maior e que, havendo melhorias, voltarão a negociar. "Temos a negociação com o presidente do Sindicato dos Professores, Antônio Radical, gravada em vídeo. Fazemos questão de manter uma relação limpa e acessível com todos os profissionais do município", diz.

"A Secretaria de Administração trabalhou ‘full time‘ para implementar os reajustes no salário de janeiro", completa. Segundo ela, a reunião de hoje é entre os integrantes do sindicato e não contará com a presença de nenhum funcionário da Prefeitura. Ela diz que o município gostaria de valorizar muito mais o trabalho dos professores; por isso, "aguardaremos os resultados da assembleia de hoje. A Prefeitura está acessível e transparente com todas as categorias", finaliza.


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