Educação

Escolas da capital aceleram o ritmo de estudos

A cinco meses da prova, as escolas de João Pessoa já estão em ritmo acelerado para ministrar todos os conteúdos exigidos a tempo.




A cinco meses da prova, as escolas de João Pessoa já estão em ritmo acelerado para ministrar todos os conteúdos exigidos a tempo. Numa instituição de ensino da capital, especializada em preparar os alunos para encarar o vestibular de Medicina, a jornada é intensa.

No local, os alunos assistem sete aulas diárias e frequentam o colégio de segunda a sábado. Ainda participam de simulados, têm acesso a monitorias e aulas extras e contam com uma equipe de professores que separam algumas horas do dia para atender os alunos individualmente e esclarecer dúvidas pontuais.

Além da equipe docente, os estudantes contam com apoio de psicólogos e psicopedagogos. Os pais também se envolvem na preparação dos estudantes e são acionados sempre que algum jovem apresenta pouco rendimento em sala de aula.

A coordenadora pedagógica da instituição, Liana Nóbrega, conta que o resultado de tanto esforço é visto no final do ano. “Do total de vagas em Medicina oferecidas pela UFPB, cerca de 30% ficam com nossos alunos. Em 2005, conseguimos um marco e conquistamos 50 das 100 vagas oferecidas no PSS”, lembra.

“Além de ministrar os conteúdos programáticos do PSS, sempre procuramos orientar os alunos a manter a calma. Sabemos que o nervosismo é comum. Por isso, também procuramos prestar assistência emocional ao alunos e mostrar a importância da preparação emocional também”, ressalta.

Na batalha para obter uma vaga na universidade, o professor não é a única figura importante. A psicóloga e chefe do Departamento de Psicopedagogia da Universidade Federal da Paraíba, Mônica Dias Palitot, ressalta que a presença dos pais é essencial nesse momento.

Segundo ela, a relação familiar influencia diretamente no rendimento escolar. A psicóloga que possui doutorado em psicopedagogia explica que a dificuldades de aprendizagem podem ser causadas por vários fatores, como a metodologia de ensino da escola e déficit cognitivo do aluno, mas a principal causa é mesmo a relação com a família. “Os pais que apoiam, que incentivam e que participam da vida dos filhos, constroem, assim pessoas muito mais autoconfiantes, o que interfere na aprendizagem e até nos comportamentos dos alunos”, analisa.


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