Economia e Negócios

Web é boa aposta para expandir os negócios

Projeto ‘Farol Digital’ do Sebrae vem desde 2005 ajudando pequenos e micro-empresários a expandirem seus negócios usando a internet.



Kleide Teixeira
Kleide  Teixeira
Para empresário que deseja espaço mais completo, o ideal é a modalidade do e-commerce

O mundo virtual tem se tornado cada vez mais um espaço que contribui para o crescimento do mercado financeiro. Foi-se o tempo em que a internet servia apenas como uma maneira de ganhar status ou promover o usuário socialmente. De olho em novas oportunidades de negócios ou em ampliar as vendas, os micro e pequenos empresários estão apostando no universo da web e inserindo as empresas na internet. Na Paraíba, por meio do Programa PontoCom, já são 85 novas empresas que atuam também nessa modalidade.

De acordo com Danyele Raposo, gestora do projeto Farol Digital do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas da Paraíba (Sebrae-PB), as 85 empresas atendidas pelo PontoCom investiram um total de R$ 185 mil para a criação dos sites. “As empresas têm aderido em grande parte ao comércio eletrônico mesmo, realizando todas as transações online e não apenas a criação do site, catálogo online e outros”, disse.

O desenvolvimento das modalidades de planos para inserir as micro e pequenas empresas na web é oferecido pelas empresas parceiras do Farol Digital – projeto desenvolvido desde 2005 pelo Sebrae-PB que atua no fortalecimento do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação. Segundo Danyele Raposo, cerca de 30 empresas oferecem os serviços de criação de websites, catálogos e e-commerce para os empresários cadastrados no PontoCom.

Para inserir a empresa no mundo virtual, os microempresários escolhem entre uma das modalidades disponibilizadas pelo programa e as vantagens oferecidas variam de acordo com a modalidade solicitada, além do incentivo de 50% no pagamento por parte do Sebrae.

O website é o mais simples e também o mais barato. A partir de R$ 600,00 uma empresa pode solicitar o serviço. De acordo com Alcir Lima, gerente da Construir Sites, ao optar por um website, a empresa ganha visibilidade na internet e permanece aberta ao público todo o tempo.

Outra modalidade um pouco mais elaborada que o website é o ‘catálogo’. O custo para obter o serviço pode custar de R$ 800,00 a R$ 1.500,00. A diferença é que o catálogo permite criar uma página com layout e logomarca personalizados, além de inserir fotos com legenda. Há dois meses, a microempresária Niula Nóbrega resolveu criar um catálogo online para sua loja de lingerie e peças de moda praia e inserir a empresa na internet para divulgar os produtos. “Hoje todo mundo vive na internet e o catálogo foi a oportunidade de fazer com que os clientes e outras pessoas possam conhecer meus produtos”, disse.

Para o empresário que deseja um espaço virtual mais completo, o ideal é a modalidade do e-commerce, que é praticamente uma loja virtual. O preço para contratar essa modalidade pode custar de R$ 2.500,00 até R$ 7 mil, mas as vantagens são inúmeras, tanto para os clientes, quanto para os empresários. Nesse ‘escritório virtual’, o cliente pode ver detalhes do produto e efetuar a compra com diversas formas de pagamentos. Já aos empresários, é permitido emitir nota fiscal, controlar o estoque e o fluxo financeiro.

O e-commerce foi a modalidade escolhida pelo empresário Eduardo Alves, dono da fábrica de calçados 700 Gauss, em Campina Grande. Ele conta que desde o surgimento da empresa mantinha um espaço na internet para a divulgação dos produtos e que o e-commerce foi uma maneira de ampliar os serviços virtuais. “O crescimento da empresa se deu pela internet. Hoje eu vendo para o Brasil todo", disse. (Especial para o JP)


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