Economia e Negócios

Volume de serviços cresce 5,3% na Paraíba e apresenta 4ª maior alta do Brasil, aponta IBGE

Dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (14).




O volume de serviços na Paraíba cresceu 5,3% no mês de agosto, em comparação com o mês de julho, e ocupou a 4ª maior variação do país. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (14).

Conforme a pesquisa, a variação do volume de serviços na Paraíba ficou acima da média brasileira, que foi de 2,9%, e abaixo apenas dos resultados dos estados do Amapá (7%), Acre (6,2%) e Minas Gerais (5,8%). Os números mostram que a expansão no volume foi acompanhada pela receita nominal do setor paraibano, que apresentou uma alta de 8% no mês de agosto.

O crescimento da receita nominal do setor de serviços paraibano (8%) apresentou a segunda maior média brasileira, que foi de 3,5%, atrás somente da verificada no Acre (8,7%). No entanto, em comparação com os dados de agosto do ano passado, a queda foi de 14%, com retração de 14,6% na receita nominal.

 

Análise anual

 

Considerando o acumulado em 12 meses, o cenário não foi tão positivo, com reduções de 7,5% no volume e de 6,9% na receita nominal do setor no estado. Nessa base de comparação, as retrações estaduais ocorreram com mais força que na média nacional, que por sua vez apresentou uma queda de 5,3% no volume e de 3,7% na receita.

 

No Brasil

Considerando o volume de serviços cresceu 2,9% no mês de agosto, em comparação com julho, e chegou à terceira alta seguida, acumulado crescimento de 11,2% no período. O resultado não foi suficiente para recuperar as perdas acumuladas de 19,8% entre os meses de fevereiro e maio.

No horário do comércio e da indústria, o setor de serviços tem apresentado recuperação lenta, segundo Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa. Devido ao caráter presencial de algumas atividades, e ao receio de algumas famílias em consumir os serviços.

“Os serviços prestados às famílias, que incluem restaurantes, hotéis, academias de ginástica e salões de beleza foram os que mais sentiram os efeitos adversos da pandemia. Com a retomada das atividades, algumas empresas abriram, mas com capacidade de atendimento limitada. Essas empresas mostram alguma recuperação, mas com um ‘teto de retomada’, já que não têm plena capacidade de atendimento, comparada ao período pré-pandemia. Isso piora com o receio de algumas famílias de consumir esses serviços, como ir a restaurantes ou viajar”, explicou o gerente da pesquisa.


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