Economia e Negócios

Tributo sobre produtos carnavalescos atinge 55%

Estudo aponta que, entre os ítens com maior tributação neste período, estão as bebidas, seguidos das fantasias e acessórios.




Curtir o Carnaval poderia ser algo mais prazeroso se não fosse o tamanho da mordida do Leão nas bebidas, item de maior tributação no período da principal festa do Brasil. Um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), divulgado nesta semana, aponta que a cerveja em lata e garrafa tem carga tributária de 55,60%. Já o refrigerante em lata tem alíquota de 46,47%, enquanto o de garrafa tem 44,55%. Nem a água mineral consegue escapar das garras do Fisco e tem 44,55% do valor total do produto revertido aos cofres públicos.

"No Brasil, tributa-se excessivamente o consumo, o que impede que o brasileiro consuma mais e melhor, especialmente numa data tão propícia quanto o Carnaval", afirma o presidente-executivo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), João Eloi Olenike.

Mas até mesmo aquele colar havaiano, típico do Carnaval, também fica caro com a tributação, que representa 45,96% do preço final do produto, segundo dados do IBPT.

Nas outras fantasias, o Leão também está lá, representando, por exemplo, 42,19% do preço de um biquíni de lantejoulas. A fantasia em tecido tem embutido em seu preço 36,41% de tributos e até a máscara de plástico não escapa da mordida. Do preço final do item, 43,93% representam tributos.

Seja no sambódromo, seja nas festas de rua ou nos salões, não dá para escapar. No preço do apito, 34,48% são tributos. No spray de espuma, a mordida é um pouco maior e representa 45,94% do preço final do produto.

O presidente da Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras), Fernando Rodrigues de Barros, comenta que os mais prejudicados com a alta carga tributária são os pequenos e médios fabricantes, responsáveis por mais da metade dos empregos diretos e indiretos do segmento.


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