Economia e Negócios

Setor de serviços volta a crescer em maio e Paraíba tem a 3ª maior alta do Brasil

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados pelo IBGE, nesta sexta-feira (10), mostra leve alívio do setor em meio a crise.




Imagem: Reprodução/IBGE

O volume de serviços da Paraíba voltou a crescer no mês de maio, e registrou a 3ª maior alta do país. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados pelo IBGE, nesta sexta-feira (10), e mostram que o aumento foi de 4,9%, menor apenas que os estados de Santa Catarina (6,4%) e do Rio Grande do Sul (5,2%).

A alta contrasta com os demais cenários da economia, que enfrentam a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. A média paraibana interrompe uma sequência de três meses com variações negativas, e ficou acima, inclusive, da brasileira, que apresentou uma redução de 0,9%.

Um leve aumento também foi registrado pela receita nominal arrecadada pelo setor do estado, que se apresentou como sento a 3º maior do país, subindo em cerca de 5,3%. Um indicador bem acima da média nacional, que teve retração de 0,7%.

Os mais altos percentuais do país também foram constatados nos estados que também tiveram as maiores altas no volume – Rio Grande do Sul (8,3%) e Santa Catarina (6,4%). O gerente da PMS na Paraíba, Rodrigo Lobo, disse que ocorreu um aprofundamento no cenário que já era desfavorável para o setor com efeitos da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

“São segmentos que dependem de uma dinâmica econômica ativa. Antes, havíamos sentido o impacto da crise principalmente nos serviços prestados às famílias, agora os serviços prestados por empresas para outras empresas começam a sentir efeitos importantes”, comentou.

Mesmo com o crescimento ocorrido entre os meses de abril e maio, em comparação com o mesmo período de 2019, houve uma queda de 22,5% no volume de serviços, quase um quarto menor a menos. A redução foi maior que a observada na média nacional, de 19,5%.

O impacto também foi sentido na receita nominal do setor de serviços, com um recuo estadual de 22,5%. Em comparação com 2019, o volume de serviços estadual também acumulou uma perda de 8,8%, e uma variação negativa de 8,3%.

Em um ano, a retração foi de 3,3% no volume de serviços e de 1,8% na receita nominal. Na média brasileira as variações também foram negativas, com reduções que chegaram a 2,7% no primeiro indicador e de 0,1% no segundo indicador.


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