Economia e Negócios

Sem carnaval, pequenas cidades perdem movimentação econômica do período

Em Cajazeiras, festa é o maior evento anual da cidade com cerca de 10 mil foliões.




Pandemia: sem carnaval, pequenas cidades perdem movimentação econômica do período. Foto: Divulgação

Longe dos grandes centros urbanos, os festejos carnavalescos do interior também têm importância representativa na economia das cidades onde são realizados. Cajazeiras, no Sertão paraibano, é uma das cidades que atraem, todos os anos, milhares de visitantes, que além de participarem da folia, compram na cidade e movimentam a economia local.

É o que explica o secretário de Comunicação do município de Cajazeiras, José Anchieta César, quando diz que “a movimentação econômica cresce muito, porque a cidade recebe muitos visitantes”.

Em 2021, o evento não irá acontecer devido à pandemia da Covid-19. O prefeito do município, José Aldemir (PP), cancelou todos os festejos carnavalescos na cidade que, no último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) antes do carnaval, na sexta-feira (13), tinha pelo menos 4.152 casos confirmados e 76 óbitos registrados. Cajazeiras ocupa a quarta posição dos municípios sertanejos com mais casos da doença.

Conforme a secretaria, alguns dados levantados pelo município mostram que, normalmente, cerca de 10 mil pessoas de outras regiões circulam em Cajazeiras nesse período.

“Isso entre as pessoas que vêm de cidades distantes passarem todo o período e o público dos municípios vizinhos. Então, é dinheiro de fora circulando no comércio local”.

Essa seria a 33ª edição do evento, que ganhou profissionalização no ano de 1989. Com a não realização da festa, são prejudicados comerciantes local que comercializam alimentos, bebidas alcoólicas, além de todo o setor de hotelaria.

As cidades do interior que protagonizam festas com a de Cajazeiras esperam o período durante o ano todo. Para os moradores e visitantes, o carnaval 2021 não vai ser o mesmo. As ruas não vão, ou pelo menos não devem, estar cheias de foliões, de pessoas curtindo e celebrando a vida. Mas, no contexto de pandemia que se vive, é em respeito a vida, que devemos manter o distanciamento social, para que, quem sabe, em 2022, possamos ter festas seguras, cheias de vida e movimentando a economia local.

*Sob supervisão de Krys Carneiro


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.