Economia e Negócios

Procon-JP alerta que falta de pagamento da fatura do cartão de crédito pode gerar juros e multas

A orientação é que, quem tiver como pagar, seja através de aplicativos ou instituições financeiras, faça para evitar dívidas.




Procon-JP alerta que falta de pagamento da fatura do cartão de crédito pode gerar juros e multas. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O Procon-JP está fazendo um alerta aos consumidores, que não pagar a fatura do cartão de crédito, mesmo durante este período de pandemia, vai gerar multas e juros. A orientação é que, quem tiver como pagar, seja através de aplicativos ou instituições financeiras, faça para evitar dívidas. O estado de calamidade pública provocado pelo novo coronavírus não isenta o pagamento da conta.

A secretária do órgão, Maristela Viana, explicou que esta tem sido uma dúvida recorrente durante este período. “O isolamento social não isenta as pessoas de pagarem suas contas mensais. É importante esclarecer que a inadimplência oriunda do cartão de crédito pode gerar uma dívida que pode aumentar a cada dia. Quem puder fazer o pagamento mensal deve cumprir essa obrigação, procurando meios alternativos para isso, seja através de aplicativos ou mesmo presencialmente em agência e correspondentes bancários”, disse.

Alguns bancos abriram programas próprios para administrar essas dívidas durante esse período de pandemia, que prorrogarão do pagamento durante o isolamento social por 60 dias. Porém, as dívidas contraídas anterior ao decreto de estado de calamidade, o consumidor precisa estar com o pagamento em dia”, esclareceu Maristela.

A secretária avisa que cada cliente deve entrar em contato com o banco e saber o que pode ser feito para ‘aliviar’ a situação. “Em quaisquer circunstâncias de inadimplência, o consumidor deve entrar em contato com o banco e procurar saber o que pode ser feito em seu caso específico. Mas reafirmo que, se você tem condições de pagar, faça-o, até porque as dívidas não vão desaparecer. Elas estarão todas lá quando a pandemia passar”.

 

Direitos resguardados

 

Maristela Viana salientou que os direitos do consumidor também estão resguardados durante a pandemia. “Os bancos não podem extrapolar limites como o de decidir o que o consumidor quer fazer nesse momento de isolamento. Não podem dividir faturas sem a anuência do cliente, não podem cobrar juros e multas exorbitantes e não podem deixar de atender as pessoas, disponibilizando canais de atendimento para dúvidas, orientações e acordos”, finalizou.


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.