Economia e Negócios

Prestações do ‘Minha Casa, Minha Vida’ vão ficar mais caras

Imóveis nas faixas 2 e 3 perderam o subsídio do seguro que cobre morte ou invalidez do contratante.




Desde a semana passada, quem financia imóveis nas faixas 2 e 3 do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ está encontrando prestações mais caras. Isso porque o governo federal deixará de subsidiar o Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab), seguro do financiamento habitacional, que cobre sinistros como morte ou invalidez permanente do contratante. Com isso, é preciso contratar uma seguradora, assim como acontece em outros financiamentos imobiliários, sem condições especiais, o que torna os contratos mais caros.

As apólices de seguro são calculadas com base na idade de quem está fazendo o financiamento, então as prestações tendem a ficar mais pesadas para os mais velhos. Os contratantes jovens não devem sentir grande diferença, mas na atual situação econômica qualquer aumento tem reflexos, conforme explicou o presidente da Associação Nacional dos Mutuários e Moradores, Décio Sturba.

“Lamento fazerem isso com esse pessoal, que é de classes de menor renda. O desemprego aumentou e o poder de compra também. Se a prestação está mais cara talvez em um futuro próximo aquela pessoa não consiga mais pagar”, opinou.

Outro lado

Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que o FGHab foi criado com a previsão de cobrir 2 milhões de contratos, e que o subsídio foi esgotado porque esse número já foi atingido. Os contratos anteriores, que já contavam com o fundo, não serão alterados.

A nota esclarece ainda que a cobertura securitária será escolhida a critério do cliente, e as seguradoras continuarão a garantir as coberturas por Morte e Invalidez Permanente (MIP) e Danos Físicos do Imóvel (DFI). A Caixa destacou que o Seguro Habitacional é obrigatório e trata-se de uma garantia tanto para o mutuário quanto para a instituição financeira que concede os financiamentos.


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