Economia e Negócios

Paraíba tem quase 24 mil novos microempreendedores e 6 mil empregos em pequenas empresas

Em meio à pandemia, Fecomércio acredita que este crescimento é fruto da chamada ‘busca pela sobrevivência’.




Em meio à pandemia, Paraíba tem quase 24 mil novos empreendedores e 6 mil empregos. Foto: Rizemberg Felipe/Arquivo JP

Há quase um ano, o mundo passou a ter que encarar o desafio de conviver com o novo coronavírus. Ou melhor, aprender a conviver. Relações sociais e formas de consumo precisaram de duras mudanças, dentro de um processo batizado de ‘novo normal’. Mas como é possível desenvolver a economia, mesmo diante de um cenário como esse? Segundo dados da Receita Federal, até 31 de dezembro de 2019, a Paraíba registrou 130.102 Microempreendedores Individuais (MEIs). Um ano depois, o número passou para 153.806, o que representa um aumento de 18,2%, mesmo após nove meses de ‘convivência’ com a pandemia da Covid-19.

Empreendedorismo durante a pandemia será o tema do Paraíba Comunidade deste domingo (7), programa exibido semanalmente pelas TVs Cabo Branco e Paraíba, logo após a missa com o padre Marcelo Rossi.

Para o presidente da Fecomércio-PB, Marconi Medeiros, esse crescimento é fruto do que ele chama de ‘busca pela sobrevivência’. Ele afirmou que em um momento como esse, as pessoas que viram a sua principal fonte de renda abalada procuram formas de continuar mantendo o sustento da casa e a manutenção da família, seja no mesmo segmento ou atuando em outra área.

“Eu posso dizer que essas pessoas aproveitam a criatividade, que todo micro e pequeno empresário tem. São homens e mulheres que lideram eles próprios, então só eles podem sair da situação em que estão. Por isso, cada um, dentro da sua busca pela sobrevivência, vai atrás dos subsídios para continuar levando o pão de cada dia para dentro das suas casas”, disse.

Marconi Medeiros também destacou que, para ele, a pandemia provocou uma aceleração no processo de vendas através internet e, além disso, também proporcionou oferta de empregos para entregadores, seja de moto ou até de bicicletas.

“Muitos empreendedores conseguiram fugir um pouco desta crise por causa da internet. As relações de consumo pelo computador funcionavam com uma velocidade, mas a pandemia acabou fazendo com que esse processo fosse acelerado. Já comprávamos muita coisa, mas passamos a fazer feira e comprar outros produtos, que até então o nosso costume era ir até determinada loja para adquirir”, falou Marconi, que complementou:

“Para isso, foi preciso contratar mão de obra para realizar as entregas. Os empreendedores chamaram pessoas que tinham motocicletas para este serviço, mas também observamos muita gente trabalhando neste segmento com bicicletas. Se qualquer um de nós falássemos em entregar comida de bicicleta, por exemplo, há 20 anos, as pessoas iam falar que estávamos brincando”, afirmou.

 

Geração de emprego

 

Apesar das dificuldades enfrentadas em 2020, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, mostram que as micro e pequenas empresas geraram 5.797 novos postos de trabalho. Um dos destaques foi que, somente no mês de dezembro gerou 1.545 empregos.

As áreas que efetivaram o maior número de pessoas foram as da construção civil, comércio e indústria de transformação.


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