Economia e Negócios

Indefinição de IPI aquece vendas

Apesar do movimento na primeira quinzena de outubro constatar redução, empresários ainda esperam um crescimento de 10% a 15% neste mês.



Rizemberg Felipe
Rizemberg Felipe
Indefinição sobre uma nova prorrogação no segmento deve aquecer vendas

A apenas uma semana do fim do prazo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a indefinição de uma nova prorrogação do segmento deve aquecer as vendas de carro zero nas concessionárias paraibanas. Apesar do movimento na primeira quinzena de outubro constatar redução na quantidade de veículos vendidos, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), os empresários ainda esperam um crescimento de 10% a 15% neste mês.

Na concessionária Brazmotors, as vendas seguem a pleno vapor. Segundo o gerente do estabelecimento, Luciano Dantas, o estoque vem reduzindo rapidamente e a recomendação é que o consumidor busque fazer sua compra logo, do contrário poderá não encontrar o modelo de sua preferência.

“Os carros 1.0 e 1.4 são os preferidos do público, mas toda a nossa gama de produtos está tendo muita saída. O consumidor que optar por um veículo que não esteja na loja terá que esperar uma média de 40 dias. É bom lembrar ainda que todos os automóveis que forem faturados pela fábrica até o dia 31 deste mês estarão com o preço reduzido, mas se o cliente fizer o pedido hoje e a fábrica demorar para fazer o faturamento, o preço não terá a redução do IPI”, explicou.

Segundo ele, o expediente da concessionária permanecerá normal deste final de semana, apesar das altas expectativas de vendas. “Este deve ser o melhor fim de semana do mês, acima da média dos dias normais. No geral, outubro deve registrar um crescimento de até 15% em relação aos meses anteriores e de 10% quanto a agosto de 2011”, estimou.

QUEDA NA QUINZENA
Apesar do otimismo da concessionária, o diretor regional da Fenabrave-PB, Paulo Guedes, garante que a federação calculou uma queda de 14,27% nas vendas de automóveis de 1° a 18 de outubro, se comparado ao mesmo período do ano passado, redução superior à registrada no país (-9,05%).

“Os resultados podem até melhorar, pois o final de todo mês costuma registrar mais vendas, mas não acredito que o IPI tenha muita participação nisso. Muita gente está acomodada por apostar em uma nova prorrogação do prazo, sem contar que as despesas de fim de ano costumam ser altas e, por isso, o público tende a ter mais cautela com os gastos”, opinou o representante.

Sobre uma possível extensão do prazo, a aposta de Paulo Guedes é em redução até o final do ano. “O governo costuma deixar para anunciar bem próximo ao fim do período, como uma estratégia de estímulo às vendas. Nada foi dito ainda, mas acredito que o prazo seja prorrogado sim, até mesmo por causa dessa queda nas comercializações neste mês”, concluiu.


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