Economia e Negócios

Grupo Parahyba vai à feira da Première Vision Paris

Grupo Parahyba leva para o maior evento internacional do segmento inspirações com referências do Cariri paraibano.




Única equipe de moda do Nordeste e um dos seis estúdios do Brasil convidado a participar da Première Vision Paris, o Grupo Parahyba leva para o maior evento internacional do segmento inspirações com referências do Cariri paraibano e as novidades como estampas em algodão colorido. O evento, que começa na próxima terça-feira, na capital francesa, e se estende até a quinta-feira será mais uma oportunidade do grupo prospectar novos clientes e ganhar experiência internacional.

Para o artista visual e designer Dyógenes Chaves, a Vision Paris é uma feira de negócios em que estão presentes integrantes de toda a cadeia produtiva da área têxtil com potencial para fortalecer a credibilidade e aumentar a carteira de clientes dos expositores.

Segundo Chaves, o evento reúne um seleto grupo de profissionais onde participam 200 estúdios de todo o mundo e entre esses apenas seis do Brasil, incluindo o nordestino Parahyba.

“Para nós o evento é uma grande vitrine onde vamos lá na intenção de vender tudo, mas se isso não ocorrer, somente a nossa presença, a troca de experiência e apresentação do trabalho paraibano já vale a pena”, enfocou.

A Premiére Vision Paris é um espaço em que profissionais da moda buscam inspiração para as suas coleções e tendências para os próximos lançamentos. Entre os nomes da Paraíba que viajam para Paris estão a empresária e estilista Francisca Vieira (da Natural Cotton Color), o designer Romero Sousa, a artista visual Célia Araújo e a designer Thamires Pontes. Ao todo, serão mostrados trabalhos de nove artistas paraibanos.

O preço médio de uma estampa vendida no evento custa de 100 a 300 euros (entre R$ 450 e R$ 1.350), segundo Dyógenes Chaves. “Pelo menos 50 mil pessoas passam pela feira durante os três dias de realização”. Segundo ele, entre os trabalhos que está levando estão roupas em algodão colorido estampado.

De acordo com Dyógenes, o mercado paraibano ainda é muito novo no segmento da moda e uma das principais falhas tanto dos empresários quanto dos profissionais é a falta de informação. “Os artistas fazem uma obra e acreditam que as pessoas vão bater na sua porta. Há empresário ainda que não sabe que na Paraíba existem profissionais de qualidade. Falta divulgação de um lado e conhecimento do outro”, apontou.
Já na bagagem do designer Romero Sousa constam peças em tons terrosos e muito verde.

“Estamos levando a coleção Organic Rupestre, focada no Cariri paraibano. As estampas fazem referência às inscrições arqueológicas do município do Congo, próximo a Sapé. O diferencial deste produto é que são feitas de algodão colorido orgânico e eu mesmo desenvolvi a tinta, que é totalmente vegetal”, frisou o designer.

Para ele, a feira é muito importante na troca de experiência profissional, além de trazer mais credibilidade e rentabilidade para o expositor. “Faz com que o produto paraibano seja mais valorizado e aumenta a cartela de clientes”, declarou Romero.


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