Economia e Negócios

Empreendedores da PB projetam retorno de apenas 25% dos clientes no primeiro mês após a flexibilização

Levantamento do Sebrae mostra que maioria dos empresários 48% dos empresários acreditam em retorno lento.




Uma pesquisa realizada pelo Sebrae da Paraíba aponta que a maior parte dos empreendedores do estado, 48% deles, acredita que apenas 25% dos clientes devem retornar às lojas já nos primeiros 30 dias após a flexibilização do funcionamento do comércio. A pesquisa ‘O impacto da pandemia de coronavírus nos pequenos negócios’ foi feita de maneira remota em todo o Brasil, e na Paraíba, 66 estabelecimentos foram consultados.

Conforme o levantamento, 38% dos empreendedores acreditam em um retorno de 25% a 50% dos clientes no primeiro mês após a reabertura dos estabelecimentos comerciais. Outros 6% dos empreendedores responderam que entre 51% e 75% dos clientes vão voltar neste primeiro momento, e 7% empresam que mais de 75% dos consumidores retornem às lojas.

Já considerando o período de 2 meses, 49% dos empreendedores acreditam que entre entre 25% e 50% dos clientes retornarão, 33% acham que 51% a 75%  dos clientes vão voltar, 9% projetam que menos de 25% dos clientes retornem e outros 9% acreditam que 75% dos clientes vão retornar.

Considerando um prazo ainda maior, de 90 dias após o relaxamento das restrições, as respostas dos empresários foram: mais de 75% dos clientes vão retornar (35%); entre 51% e 75% dos consumidores devem voltar (32%); de 25% a 50% dos clientes irão retornar (25%); e menos 25% do público vai voltar (8%).

A analista do Sebrae Paraíba, Éricka Vasconcelos, afirma que os números demonstram o grau de compreensão dos empresários sobre o cenário atual, já que mesmo com o retorno das atividades econômicas, a necessidade de controlar os investimentos e as estratégias de acordo com as mudanças, continua sendo importante.

“É muito importante que as empresas compreendam que essa retomada vai ser gradual, até para que elas possam fazer controle de estoque e entender quais são os seus investimentos, evitando ficar com produtos parados, principalmente quem trabalha com itens perecíveis. Além disso, é necessário compreender de que forma vai ser esse retorno do consumidor e não ter tanta ansiedade nesse momento”, pontuou.


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