Economia e Negócios

Eletros já preparam estudo para solicitar prorrogação

Estudos para renegociar alíquota do IPI da chamada ‘linha branca’ estão sendo preparados para negociação com o Ministério da Fazenda. 



Francisco França
Francisco França
Após anúncio que redução para automóveis seria mantido, eletros também quer o benefício

Estão quase prontos os estudos para renegociar com o Ministério da Fazenda o patamar atual da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca.

A informação foi dada à Agência Estado nesta segunda-feira pelo presidente da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos), Lourival Kiçula. Estimulada pelo anúncio do governo, na semana passada, de que a redução do tributo federal para automóveis e caminhões será mantida até 2014, a Eletros também quer o benefício.

O imposto sobre carros e caminhões iria subir gradualmente ontem até chegar à alíquota normal em 1º de julho, mas o governo manteve as alíquotas de março até 31 de dezembro.

Kiçula disse que o setor sempre pretendeu solicitar ao governo a extensão do benefício para a linha branca, mas observou que a indústria eletroeletrônica tem até o fim de junho para negociar.

"Os trabalhos estão semiprontos, mas o ideal é começar as conversas à véspera do término do acordo. (Ainda) É muito cedo", afirmou o presidente da Eletros.

"Mas você pode estar certo de que em junho bateremos na porta do Ministério da Fazenda para negociar."

Desde 1º de fevereiro último, a alíquota do IPI sobre os produtos da linha branca (fogões, geladeiras, máquinas de lavar e tanquinhos), móveis, laminados, painéis de madeira, luminárias e papel de parede começou a subir.

O acordo, feito no final de dezembro de 2012, previa que os aumentos seriam graduais até que o imposto chegasse a uma alíquota intermediária em junho e integral em julho.

Assim, o IPI sobre fogões que em 31 de janeiro era 0% subiu para 2% em fevereiro e a partir de julho voltaria para 4%.

As geladeiras cujo IPI em 31 de janeiro era de 5%, subiu a 7,5% no mês passado e retomaria a alíquota normal de 15% em julho.

O tanquinho, seguindo o mesmo calendário, saltaria de 0% para 2% e chegaria em julho com o IPI em 10%.

O único item da linha branca que manteria a alíquota reduzida, em 10%, seria a máquina de lavar. A alíquota normal do IPI para a máquina de lavar é de 20%.

No caso dos automóveis e caminhões, a programação previa aumentos a partir desta segunda-feira.

Se o governo não tivesse prorrogado o benefício, a alíquota dos carros com até mil cilindradas subiria dos atuais 2% para 3,5%; os de mil a duas mil cilindradas flex seria elevada de 7% para 9%; os de mil a duas mil cilindradas a gasolina, passaria de 8% para 10%; os utilitários de 2% para 3% e os caminhões permaneceriam em 0%.


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