Economia e Negócios

Dólar volta a subir acompanhando tombo das bolsas

Temores de recessão contaminam operações mundiais. Na quinta-feira, forte ação do BC fez moeda recuar para R$ 2,30.




Do G1

Contaminado pelo pânico que toma conta dos mercados financeiros de todo o mundo, o dólar volta a subir nesta sexta-feira (24). Por volta das 10h40, a moeda norte-americana era negociada a R$ 2,37, em alta de 2,81%.

 

 

Nem a ação do Banco Central (BC), que na quinta-feira anunciou que estaria preparado para vender até US$ 50 bilhões em contratos de "swap cambial", consegue conter a cotação da moeda. Estes instrumentos funcionam como uma venda de dólares no mercado futuro, o que contribui para impedir uma disparada maior do dólar no mercado à vista.

 

Na véspera, no entanto, a intervenção surtiu efeito: o dólar teve queda de 3,15% e fechou negociado a R$ 2,305 nesta quinta-feira.

 

 

"O nosso mercado aqui está especificamente se ajustando ao mercado de fora", afirmou Jorge Knauer, gerente de câmbio do banco Prosper. "É mais do mesmo lá fora", comentou Knauer.

O gerente de câmbio ainda citou a influência da valorização global do dólar em sua alta frente ao real. "O mercado de moedas internacional segue com volatilidade grande. Não seria diferente aqui, temos que nos ajustar."

 

Recessão à porta

Em todo o mundo, os mercados reagem mal às crescentes perspectivas de que uma recessão global esteja se aproximando. Nesta sexta-feira, a notícia ruim veio da Grã-Bretanha: o país anunciou que seu PIB encolheu 0,5% no terceiro trimestre, seguindo período igual de crescimento zero.

 

Na Europa, as bolsas operam com quedas superiores a 7%. Na Ásia, o pior desempenho foi registrado na Coréia do Sul, com o principal indicador apontando prejuízo de 10,57%. No Japão, a queda foi de 9,59%.

 

Arsenal do BC

"O BC está querendo é mostrar que ele tem lastro para bancar a coisa… Então, isso tudo reverte numa situação de alerta a eventuais especuladores, de que se precisar, ele (o BC) vai utilizar todo o arsenal de que dispõe", avaliou Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros.

"A gente está numa situação em que a gente sofre a influência de todo o mercado externo e lá fora a situação não está diferente", afirmou Arruda referindo-se à turbulência externa diante de uma possível recessão global.


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