Economia e Negócios

Dólar cai 3% e fecha a R$ 2,244

Banco Central fez dois leilões de moeda com compromisso de recompra e vendeu US$ 1,25 bilhão.




Do G1

O dólar fechou em queda de mais de 3% frente ao real nesta segunda-feira (27), seguindo uma melhora moderada de alguns segmentos do mercado financeiro durante uma parte do dia e as atuações do Banco Central.

A divisa norte-americana foi cotada a R$ 2,244 para venda no final da sessão, em queda de 3,56%.

 Os investidores reagem às invervenções do Banco Central (BC) no mercado de câmbio. Em dois leilões de moeda com compromisso de recompra, a autoridade monetária vendeu US$ 1,25 bilhão. A liquidação dessas operações será em 29 de outubro. No início da tarde, o BC também vendeu US$ 815 milhões em contratos de "swap cambial" tradicional.

Outra medida do Banco Central nesta segunda-feira foi mais uma mudança na regra dos compulsórios com o objetivo de injetar até R$ 6 bilhões na economia. O objetivo é incentivar os bancos a liberar mais crédito para clientes e também para outras instituições financeiras.

Os mercados seguem de olho nas perspectivas pessimistas para o crescimento econômico mundial, sob temores de que as medidas adotadas por governos e bancos centrais de todo o mundo não sejam suficientes para conter uma recessão global.

 Exposição do Itaú

Outro fator que pode ter tido influência para a queda no preço da moeda é o aviso feito pelo Banco Itaú, de que os compromissos a receber de empresas com operações de dólar no mercado futuro se resumem a R$ 2,4 bilhões. É um montante modesto comparado ao que alguns agentes vinham esperando, de até R$ 20 bilhões.

Parte da valorização do dólar também tinha como justificativa as apostas no mercado futuro contra a moeda brasileira, tendo em vista a suspeita de uma grande necessidade de moeda americana das companhias para honrar compromissos cambiais com os bancos.

 Jason Vieira, analista da Up Trend, afirma que o mercado ficou mais tranqüilo após grandes bancos como Bradesco, Itaú e Unibanco mostrarem resultados positivos.

 Desde que o governo anunciou, na semana passada, a autorização para que bancos privados possam ser adquiridos por bancos públicos, o mercado vinha temendo haver problemas no sistema financeiro nacional. "Hoje a avaliação é de que foi uma medida preventiva", diz Vieira.


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.