Economia e Negócios

Dívidas e presentes são prioridades do 13º Salário

Renda extra será usada de diferentes maneiras pelos paraibanos; pagamentos de dívidas e presentes estão entre as prioridades.




Os trabalhadores paraibanos irão usar o 13º salário de formas diferentes neste ano, mas o pagamento de dívidas e a compras de presentes estão entre as prioridades. Para a iniciativa privada, o desembolso será pago na próxima sexta-feira. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mais de 1,280 milhão de trabalhadores terão direito à renda extra, que vai somar R$ 1,440 bilhão.

O vigilante Airon Augusto conta que as dívidas do cartão de crédito serão as primeiras a serem pagas assim que o dinheiro chegar na sexta-feira. “Vou pagar as dívidas do cartão de crédito. Não sofro com juros, porque costumo pagar o boleto em dia, mas a renda extra ajuda bastante no fim do ano. Com o que sobrar, pretendo comprar os presentes de Natal.

Segundo o consultor de finanças pessoais Cláudio Rocha, para os endividados, o segredo é mesmo pagar as dívidas mais caras primeiro, dando preferência àquelas com juros mais altos. “Isso permite que o endividamento não cresça tanto mês a mês. O restante pode ser renegociado junto ao credor com muito diálogo e, se possível, por juros mais baixos”, explicou.

O advogado Ladeilson de Souza, de 50 anos, terá outras dívidas prioritárias para o 13º. Os gastos escolares, previstos para baterem à porta em janeiro do próximo ano, já têm recurso certo. “Vou usar o dinheiro para investir nas contas de colégio dos meus filhos. Tenho três e, em janeiro, material escolar, fardamento e outros gastos pesam no orçamento”, disse.

Contudo, o salário extra será bom mesmo para quem se programou e não acumulou dívidas neste final de ano. A educadora Maria Auxiliadora de Medeiros diz que o dinheiro será utilizado para consumo. “Minha intenção é gastar o 13º comprando presentes para mim. Não tenho planos concretos ainda, mas vou me presentear”, acrescentou.

A agente de Saúde Ivanilda de Almeida comemorou o privilégio de poder poupar o benefício. “Tenho cinco filhos, todos estão casados e, graças a Deus, não tenho dívidas. Então, neste ano, vou poupar o dinheiro do 13º salário e garantir mais segurança para os próximos meses”, concluiu.


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