Economia e Negócios

Disciplina é regra para não ficar no vermelho

Paraibanos demonstram, na prática, que para manter equilíbrio nas contas o valor do salário no bolso não é preponderante.




O motorista de ônibus aposentado Severino Cruz, 60 anos, mora no bairro de Mangabeira II em João Pessoa, com a esposa, dois filhos e tem renda familiar de aproximadamente dois salários mínimos. Já o ex-procurador  do Estado Elmirando Chaves, 63 anos, reside na orla da capital, no bairro de Tambaú, com a esposa e o filho mais novo, e tem receita mensal de cerca de 22 salários mínimos (R$ 17,3 mil).

Aparentemente eles não teriam nada em comum, mas ambos vão terminar o ano de 2015, que terá o custo de vida mais caro dos últimos doze anos, com todas as contas em dia, ou seja, no ‘azul’.
 Ao contrário de milhares de consumidores paraibanos que estão sem crédito na praça por conta da inadimplência, esses ‘heróis da resistência’ são a prova de que a condição de adimplente não pode ser enquadrado apenas pela questão salarial ao final do mês, mas,  sobretudo, por uma questão de atitude chamada: disciplina.

“Não importa a classe, o que interessa é  você organizar os gastos dentro da sua renda, seja ela um salário mínimo ou 20 salários. Conheço pessoas que ganham mais de R$ 15 mil e estão com nome sujo, dizendo que não conseguem viajar. Já existem outros que ganham salário mínimo e têm reserva”, enfocou o palestrante e consultor financeiro Erasmo Vieira.

E foi justamente com organização e bom senso que essas duas famílias seguiram o ano de 2015, em plena ‘onda’ de crise econômica, desemprego e inflação crescente, quitando as obrigações religiosamente, sem fazer uso de cheque especial ou estripulia no cartão de crédito. O melhor é que, apesar desse feito, ainda conseguiram realizar alguns projetos pessoais.

“Troquei o carro Corsa 1996, por um mais novo, um Celta 2008”, comemorou Severino Cruz. Parte do dinheiro foi fruto das reservas que tinha feito, mais o dinheiro obtido com a venda do carro antigo e  um empréstimo de R$ 4 mil.

“Mas tudo está  sob controle, porque o empréstimo foi bem planejado”, enfocou o aposentado.
O ex-procurador do Estado revelou que vai esperar a chegada de 2016 despreocupado com a receita doméstica e por isso planeja uma viagem com a família no próximo ano. “Fui ao Rio de Janeiro este ano, mas a trabalho. Agora em 2016 vou passear. Ainda estamos decidindo o local para onde vamos”, contou Emirando Chaves.


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