Economia e Negócios

Com 10,7%, Paraíba tem a segunda menor taxa de desemprego do Nordeste

Pnad Contínua referente ao terceiro trimestre deste ano foi divulgada pelo IBGE nesta quarta (14).




Estado só perde para o Ceará, que registrou taxa de 10,6%. Foto: Divulgação

A taxa de desocupação na Paraíba caiu para 10,7% no terceiro trimestre de 2018, mas chega a 14,4% na Região Nordeste. A melhora é em comparação com o segundo trimestre deste ano, quando a taxa ficou em 11%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios Continua Trimestral (Pnad Contínua Tri).  O índice de desocupação na Paraíba é o segundo menor entre os estados nordestinos, perdendo apenas para o Ceará, com 10,6%. É considerada desocupada a pessoa com mais de 14 anos que procurou emprego e não encontrou.

Quatro estados do Nordeste estão entre os cinco com maior desemprego: Sergipe (17,5%), Alagoas (17,1%), Pernambuco (16,7%) e Bahia (16,2%). Apesar disso, a maior desocupação verificada no terceiro trimestre de 2018 foi no Amapá, onde o percentual chegou a 18,3%. “Foi um aumento expressivo, mas a gente não pode apontar que é em função do processo migratório. Não temos a informação se esse desocupado em Roraima é migrante ou não”, disse o coordenador da pesquisa Cimar Azeredo.

A Região Sul tem a menor taxa de desocupação do país, com 7,9%, e Santa Catarina é o estado com o menor percentual, de 6,2%. No trimestre anterior, a Região Sul tinha taxa de desocupação de 8,2% e o Nordeste, 14,8%.

Do contingente de 12,5 milhões de pessoas que procuraram emprego e não encontraram, 52,2% eram pardos, 34,7% eram brancos e 12% eram pretos. Tais percentuais diferem da participação de cada um desses grupos na força de trabalho total: pardos (47,9%), brancos (42,5%) e pretos (8,4%).

Pnad na Paraíba

De acordo com a Pnad Contínua, há 994 mil pessoas empregadas na Paraíba, número melhor do que o registrado no trimestre anterior, que ficou em 987 mil, mas inferior ao mesmo trimestre de 2017, quando haviam um milhão de  pessoas empregadas no estado.

Do total registrado no terceiro trimestre deste ano, 603 mil estão no setor privado, 144 mil são trabalhadores domésticos e 272 mil atuam no setor público. Na outra ponta da relação trabalhista, há 72 mil empregadores, 432 mil com conta própria e 56 mil classificado como trabalhador familiar auxiliar.

Em todo o Brasil, a população ocupada somou 92,6 milhões de pessoas. Esse total tem 67,5% de empregados, 4,8% de empregadores, 25,4% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,4% de trabalhadores familiares auxiliares.

Taxas

A variação percentual de empregados sem carteira de trabalho assinada entre os empregados do setor privado entre o terceiro trimestre do ano passado e o terceiro trimestre deste ano sofreu aumento de 10%, subindo de 1.022 para 1.124.

O percentual de trabalhadores por conta própria entre o segundo trimestre e o terceiro trimestre deste ano aumentou de 399 para 432, uma variação de 8,1%.

Desalentados

O IBGE informou ainda que, no terceiro trimestre de 2018, o número de desalentados somou 4,78 milhões de pessoas. O contingente ainda está próximo dos 4,83 milhões contabilizados no segundo trimestre, o maior percentual da série histórica. O IBGE considera desalentado quem está desempregado e desistiu de procurar emprego.

O percentual de pessoas desalentadas chegou a 4,3% e tem sua maior taxa no Maranhão e em Alagoas onde chega a 16,6% e 16%. O Maranhão também tem o menor percentual de trabalhadores com carteira assinada (51,1%).

No terceiro trimestre deste ano, 74,1% dos empregados do setor privado tinham carteira assinada, percentual que ficou estável em relação ao trimestre anterior.

Além de ter a menor taxa de desemprego do país, de 6,2%, Santa Catarina também tem o menor percentual de desalentados, de 0,8%, e o maior percentual de trabalhadores com carteira assinada, de 88,4%.

A taxa de subutilização da força de trabalho no Brasil foi de 24,2%, o que representa 27,3 milhões. Esse número soma quem procurou emprego e não encontrou, quem não procurou, quem procurou e não estava mais disponível para trabalhar e quem trabalha menos de 40 horas por semana e que gostaria de trabalhar mais.

 

Taxa de desemprego por estado:

  • Santa Catarina: 6,2%
  • Mato Grosso: 6,7%
  • Mato Grosso do Sul: 7,2%
  • Rio Grande do Sul: 8,2%
  • Rondônia: 8,6%
  • Paraná: 8,6%
  • Goiás: 8,9%
  • Minas Gerais:9,7%
  • Tocantins: 9,8%
  • Ceará: 10,6%
  • Paraíba: 10,7%
  • Pará: 10,9%
  • Espirito Santo: 11,2%
  • Brasil: 11,9%
  • Piauí: 12,3%
  • Distrito Federal: 12,6%
  • Rio Grande do Norte: 12,8%
  • Acre: 13,1%
  • Amazonas: 13,1%
  • São Paulo: 13,1%
  • Roraima: 13,5%
  • Maranhão: 13,7%
  • Rio de Janeiro: 14,6%
  • Bahia: 16,2%
  • Pernambuco: 16,7%
  • Alagoas: 17,1%
  • Sergipe: 17,5%
  • Amapá: 18,3%


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