Economia e Negócios

Casa em até 35 anos em vigor

Novas regras com prazo estendido para o financiamento de imóveis passou a vigorar nesta segunda-feira (11). 




As novas regras da Caixa Econômica Federal (CEF) para os financiamentos da casa própria já estão em vigor desde ontem. O setor da construção civil paraibano avaliou como positiva a elevação do financiamento habitacional da instituição, que estendeu o prazo de financiamentos habitacionais de 30 para 35 anos. Um dos objetivos da ampliação do financiamento em mais cinco anos é reduzir o valor da prestação do mutuário. Além de esticar o financiamento, a Caixa fez um novo corte nas taxas de juros. O crédito, que antes era feito a 9% ao ano, contará com taxas do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) de 8,85%, podendo chegar a até 7,8% – dependendo do relacionamento do cliente com a instituição. Com os incentivos, o mercado imobiliário ficará ainda mais atrativo, no entanto especialistas afirmam que o momento é de cautela para o consumidor.

Para o setor da construção, a redução de juros também é, sem dúvidas, uma mudança positiva. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil em João Pessoa (Sinduscon-JP), Irenaldo Quintans, avalia que a iniciativa do governo federal irá incentivar outros bancos. “A Caixa Econômica, que é líder de mercado, traçou as perspectivas do que será o crédito imobiliário nos próximos anos. A presidenta Dilma mostrou que aposta na força e na capacidade de geração de renda e empregos que a construção civil tem para recuperar a economia do país”, diz.

Irenaldo Quintans disse ainda que o consumidor também ganha com as mudanças propostas pela Caixa Econômica Federal. “Os contratos de habitação são a longo prazo, ou seja, uma redução de 9% para 8,85% é bastante significativa ao longo dos anos. Em virtude das novas taxas e do alongamento dos prazos, veremos novos consumidores assinando contratos de compra”, explica.

CUIDADOS COM PRAZO
Para os consultores de finanças, os 420 meses do novo prazo de financiamento da Caixa representam um período equivalente à passagem de nove governos pela administração do país, ou seja, significam muitas mudanças econômicas. É por isso que o consultor de finanças pessoais Cláudio Rocha acredita que escolher um imóvel que irá acompanhar o consumidor até a aposentadoria é uma atitude bastante arriscada. “Se você tem 25 anos e se propõe a pagar um imóvel por 35 anos, terminará de pagar com 60 anos. Então terá de pensar em todas as mudanças que sua vida poderá sofrer ao longo destes anos e calcular se o imóvel em questão irá satisfazer suas necessidades futuras”, afirma. Para Cláudio, o período máximo ideal para um financiamento imobiliário são 20 anos e a prestação – o mesmo para os casos de aluguel – não pode superar 30% da renda.

Considerando os novos juros e o prazo, uma pessoa com renda familiar de R$ 10 mil, poderá financiar até R$ 280 mil, valor que pode passar para até R$ 303 mil, se o tomador de crédito for cliente da CEF, por meio da conta salário. O valor anterior era de R$ 267 mil.


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